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	<title>Pessôa em Berlim &#187; Além dos Wienerschnitzels</title>
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	<description>As aventuras de Erick Pessôa na capital alemã</description>
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		<title>Dirigir na Alemanha é algo sério</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 16:19:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além dos Wienerschnitzels]]></category>
		<category><![CDATA[Autobahn]]></category>
		<category><![CDATA[Estradas]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das coisas mais comentadas que estrangeiro curte na Alemanha, principalmente para os amantes da velocidade, é o fato que as estradas aqui não tem limite de velocidade. Bem, não é bem assim. Para início de conversa, a maioria das estradas tem sim um limite de velocidade. Alguns trechos, normalmente sempre retas, tem a velocidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-242" style="border: 0pt none; margin: 3px 5px; float: left;" title="Carro voou até o telhado de uma igreja" src="http://pessoaemberlim.com/wp-content/uploads/2009/02/car_church.png" alt="Carro voou até o telhado de uma igreja" width="290" height="290" />Uma das coisas mais comentadas que estrangeiro curte na Alemanha, principalmente para os amantes da velocidade, é o fato que as estradas aqui não tem limite de velocidade. Bem, não é bem assim. Para início de conversa, a maioria das estradas tem sim um limite de velocidade. Alguns trechos, normalmente sempre retas, tem a velocidade máxima liberada mas existe uma sugestão, que normalmente é de 130 Km/h.</p>
<p>Uma conjunção de fatores permitem isso. Primeiro, obviamente é a qualidade da estrada. Já rodei por aqui por várias regiões (até mesmo na antiga Alemanha Oriental) e a qualidade das estradas é algo incrível! Não há um simples remendo sequer. Não sou engenheiro ou especialista mas poderia dizer que tudo começa pela qualidade do concreto/asfalto que é utilizado. Realmente o movimento de caminhões nas rodovias é bem menor mas eles estão ali e são em geral maiores que os nossos. Outro detalhe interessante é que não há um único pedágio em toda a Alemanha. Atualmente várias discussões estão sendo levantadas neste aspecto mas os alemães consideram suas rodovias um bem público que não pode ser taxado mais do que já se pede dos impostos sobre os carros.</p>
<p>O segundo ponto é exatamente esse; o carro. Se você acha a vistoria do DETRAN um saco, é porque não viu a vistoria alemã. Para se ter uma idéia, se o carro tiver um ponto de ferrugem em determinados lugares, ele não ganha o selo de aprovação. Com isso, não se vê carro caindo pelas tabelas pela rua. Claro que existe carros velhos mas mesmo os carros com mais de 10 anos, como o Golf que eu dirigi (com 15 anos) estão super bem-conservados. Junte à isso a qualidade dos carros germânicos e você entenderá que muitas vezes quando se dirige um Mercedes, BMW ou Porsche, chegar à 200km/h não parece um absurdo. Quando dirigindo o velho Golf, 120 Km/h era algo padrão, quase devagar demais para determinadas estradas. Cheguei à 160km/h em alguns trechos, o que já me fez suar frio já que não estava acostumado.</p>
<p>Aí entra o terceiro elemento; o motorista. Para se tirar a carteira de motorista alemã não é moleza. Estava conversando com uns amigos, você praticamente tem que dirigir sob diversas circunstâncias, como por exemplo fazer prática em estrada, de noite, piso molhado e por aí vai. É um processo tão complicado que teve gente que conheço preferiu tirar a carteira enquanto estava no intercâmbio nos Estados Unidos e validá-la aqui em Berlim que começar o processo todo aqui. Além da dificuldade em si, é um processo caro, na base dos 1000 euros o processo todo, entre custos de prova, aulas de auto-escola e etc. Junte à isso a tradição alemã de seguir regras à risca, você raramente verá um carro fechando o outro ou alguém buzinando. Para se ter uma idéia do cúmulo (pelo menos para nós brasileiros), aqui se dá seta se for mudar de faixa, andando em uma reta, na cidade, 2 da manhã, sem nenhum carro atrás. Não estou falando em fazer uma curva ou algo não, apenas mudar de faixa. Parece óbvio mas no Rio de Janeiro, raramente se vê. Avançar no amarelo aqui? Algo impossível. E não pense você que são apenas os motoristas.  Pode não vir carro algum, se o sinal estiver vermelho para os pedestres, ninguém atravessa, por mais deserta que a rua esteja. A tendência é sempre esperar o sinal verde para caminhar.</p>
<p>Lógico que acidentes acontecem, como este aí da foto acima onde um carro saiu da estrada e voou até o telhado de uma igreja. O engraçado é que quando ocorre acidentes assim, a primeira teoria que se vem à cabeça é falha mecânica ou algo assim, não que o motorista esteja alcoolizado ou algo parecido. Acidentes graves são tão raros que ouvi uma história que comoveu a Alemanha um tempo atrás. Uma família estava na estrada à uma velocidade normal (uns 100 km/h) quando um Audi veio à toda e colou na traseira do carro deles e começou a pressionar, jogando farol alto para que o carro abrisse caminho. A mulher que estava digirindo se assustou, deu um golpe de direção e acabou batendo na mureta de contenção e morreu com duas crianças dentro do carro. Foi uma verdadeira perseguição para descobrir quem foi essa pessoa que jogou o farol para passar. O irônico é que isso acontece à todo o momento em nossas estradas e consideramos normal jogar o farol para passar.</p>
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		<title>Monsieur Vuong</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 18:31:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além dos Wienerschnitzels]]></category>
		<category><![CDATA[Berlin]]></category>
		<category><![CDATA[Monsieur Vuong]]></category>
		<category><![CDATA[vietnamita]]></category>

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		<description><![CDATA[ Uma dica fashion de restaurante aqui em Berlim é o Monsieur Voung, um restaurante vietnamita que fica no bairro fashion de Hackescher Markt. Não é um restaurante grande nem tem uma carta de menu grande, na verdade, deve ter no máximo uns 10 pratos e olhe lá e metade deles mudam diariamente.  A idéia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="tt-flickr tt-flickr-Medium" title="Monsieur Vuong" href="http://www.flickr.com/photos/epessoa/3237205510/" target="_blank"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 3px 5px; float: left;" src="http://farm4.static.flickr.com/3448/3237205510_ce4d145915.jpg" alt="monsieur_vuong" width="173" height="245" /></a> Uma dica fashion de restaurante aqui em Berlim é o Monsieur Voung, um restaurante vietnamita que fica no bairro fashion de Hackescher Markt. Não é um restaurante grande nem tem uma carta de menu grande, na verdade, deve ter no máximo uns 10 pratos e olhe lá e metade deles mudam diariamente.  A idéia com isso é sempre oferecer pratos bem frescos, já que a maioria dos pratos vietnamitas são altamente baseados em verduras.</p>
<p>O ambiente é descolado e moderninho mas não muito confortável. Os bancos são quadrados de madeira e sem encosto. A minha teoria é que para isso as pessoas não fiquem muito tempo pois a rotatividade é enorme, tanta que nem recerva eles aceitam. Isso não desmerece a qualidade da comida. Mesmo eu que sou cheio de frescuras para comer, não conseguindo comer nada muito apimentado e não sendo fã de verduras, eu consegui encontrar algo e o bom que como não são pratos assim super elaborados, o serviço é bem rápido.</p>
<p>Não é um restaurante barato mas também não é caro e a comida é o suficiente para te deixar satisfeito (mas não para dividir um prato). O bom que ali aceitam cartões de créditos, o que não é muito normal aqui em Berlim. Talvez pelo grande fluxo de estrangeiros naquele bairro, também oferece um menu em inglês. <a class="tt-flickr tt-flickr-Medium" title="Uns pratos vietnamitas do Monsieur Voung." href="http://www.flickr.com/photos/epessoa/3237205828/" target="_blank"><img class="alignright" style="border: 0pt none; margin: 3px 5px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3465/3237205828_8ea3721a4b.jpg" alt="Uns pratos vietnamitas do Monsieur Voung." width="300" height="225" /></a> Outra boa pedida lá são os sucos e misturas de frutas com hortelã, leite de côco e etc. Essas eu achei meio carinhas para o tamanho do copo mas&#8230;. vale pela experiência. <img src='http://pessoaemberlim.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Se for lá, não deixe de se perguntar por que raios tem um poster gigante de um vietnamita marombado na parede (vide imagem neste post, que digitalizei do cartão postal que eles nos dão). Presumo que seja o Mr. Vuong.</p>
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		<title>Museu Judaico de Berlim</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 01:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além dos Wienerschnitzels]]></category>
		<category><![CDATA[Berlin]]></category>
		<category><![CDATA[Jüdisches Museum]]></category>

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		<description><![CDATA[ O Museu Judaico de Berlim é uma experiência intelectual e sensorial. Quase na divisa entre Centro (Mitte)  e Kreuzberg, mais ou menos na época onde o muro ficava.
O museu não só conta a história do povo judaico na Alemanha desde os tempos romanos mas também é uma imersão na cultura judaica em si. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="tt-flickr tt-flickr-Medium" title="Museu Judaico de Berlim" href="http://www.flickr.com/photos/epessoa/2962323746/"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 3px 5px; float: left;" src="http://farm4.static.flickr.com/3165/2962323746_fc8a6830c4.jpg" alt="Museu Judaico de Berlim" width="263" height="350" /></a> O Museu Judaico de Berlim é uma experiência intelectual e sensorial. Quase na divisa entre Centro (Mitte)  e Kreuzberg, mais ou menos na época onde o muro ficava.</p>
<p>O museu não só conta a história do povo judaico na Alemanha desde os tempos romanos mas também é uma imersão na cultura judaica em si. Eu confesso que estava preocupado em ser algo apenas baixo astral, deprimente, focando apenas no Holocausto mas nada disso. O museu segue uma linha que o mais importante é divulgar a cultura do povo judaico, desde sua chegada à região da Alemanha na Idade Média até os dias de hoje. Tem momentos lúdicos  como colocar uma romã de papel com um desejo seu em uma árvore que assim seu desejo será realizado. Teoricamente, pela cultura judaica, a árvore do paraíso era uma árvore de romã e não uma macieira. Bem, como não custava nada, coloquei lá o meu desejo. Você aprende a escrever o seu nome em hebraico, a origem de certas palavras em idish e sua semelhança com o alemão. Além disso, vários ilustres judeus alemães estão representados com suas biografias e objetos pessoais.</p>
<p>Logicamente o holocausto está presente, com vários objetos das vítimas e principalmente através das experiências sensoriais. Aí que para mim entra o grande diferencial deste museu; a arquitetura. O prédio novo (pois o prédio do antigo museu ainda está sendo utilizado, inclusive é onde fica a bilheteria) projetado por Daniel Libeskind, em si é uma obra de arte toda voltada para que o público &#8220;sinta&#8221; a história do povo judaico. Com um formato de Estrela de Davi desconstruídae toda irregular, é  dividida em três eixos (Continuidade, Emigração e o Holocausto) que se cruzam, cada um deles levam para determinadas exposições. O da Emigração nos leva para um jardim com o chão angulado (12 graus) com 49 pilares que fazem o público ficar desorientados, como os emigrantes que foram forçados a deixar sua terra natal e se adaptar à novas culturas.O eixo do Holocausto vai ficando cada vez mais estreito com o teto cada vez mais baixo até chegar em uma grande porta de metal, quando você entra, é uma torre de 24 metros de altura, sem aquecimento ou ar-condicionado, toda escura só com uma fresta lá no topo. Por essa fresta dá para ouvir os barulhos de fora, ainda mais que em frente ao museu tem um parquinho onde crianças sempre brincam. É praticamente impossível você entrar lá e não se sentir desolado.</p>
<p>Sem dúvida é um dos melhores museus da cidade e imperdível para qualquer passeio.</p>
<p><a class="tt-flickr tt-flickr-Medium" title="Museu Judaico de Berlim" href="http://www.flickr.com/photos/epessoa/2962219348/"><img class="alignright" src="http://farm4.static.flickr.com/3025/2962219348_2c811798f2.jpg" alt="Museu Judaico de Berlim" width="350" height="263" /></a></p>
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		<title>Frittiersalon</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 06:37:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além dos Wienerschnitzels]]></category>
		<category><![CDATA[Friedrichshain]]></category>
		<category><![CDATA[hamburger]]></category>
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		<category><![CDATA[restaurante]]></category>

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		<description><![CDATA[Friedrichshain, onde moro, tem um aspecto sujo, é casa dos mordenex liberais sem dinheiro de Berlim mas tem certos achados gastronômicos incríveis e esse restaurante é um deles.
Frittiersalon é antes de mais nada um restaurante onde todos os produtos usados são orgânicos (aqui chamado de Bio), do pão do hambúrger até a carne do próprio. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pessoaemberlim.com/wp-content/uploads/2008/10/frittiersalon.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-165 alignleft" style="float:left; border: 0pt none; margin: 3px 5px;" title="Frittiersalon" src="http://pessoaemberlim.com/wp-content/uploads/2008/10/frittiersalon-150x150.jpg" alt="" width="180" height="150" /></a>Friedrichshain, onde moro, tem um aspecto sujo, é casa dos <em>mordenex</em> liberais sem dinheiro de Berlim mas tem certos achados gastronômicos incríveis e esse restaurante é um deles.</p>
<p><a title="Frittiersalon" href="http://www.frittiersalon.de" target="_blank">Frittiersalon</a> é antes de mais nada um restaurante onde todos os produtos usados são orgânicos (aqui chamado de Bio), do pão do hambúrger até a carne do próprio. Seria um equivalente do Joe &amp; Leo&#8217;s no Rio sem a ambientação americanizada.</p>
<p><span id="more-163"></span>Seus pratos consistem basicamente de hambúrgeres e fritas mas não qualquer fritas e sim de batatas orgânicas fritas em óleo de girassol com o menor teor calórico possível (pelo menos no óleo). As fritas são oferecidas em três possiblidades; a tradicional palito, chips (também conhecida como portuguesa), e a rústica, que eu chamo de batata corada (cubinhos de batata fritos).</p>
<p>Os hambúrgueres são deliciosos e generosos. Eu comi um com mozzarella de búfala, molho pesto, salada e cebola frita. O menu (hamburger, salada, batatas e um molho) fica por um pouco menos de 8 euros. É imperdível.</p>
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		<title>Pipi Money e as estradas alemãs</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 06:37:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além dos Wienerschnitzels]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das melhores maneiras (principalmente se você não está sozinho é conhecer a Alemanha de carro. Sem sombra de dúvida esse país conta com um dos melhores sistemas viários do mundo (as famosas autobhans), talvez por isso os melhores carros sejam fabricados aqui (Audi, Mercedes, BMW, Porsche e etc).
As estradas são tão boas aqui que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pessoaemberlim.com/wp-content/uploads/2008/10/pipi_money.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-161" style="float: left; border: 0pt none; margin: 3px 5px;" title="Pipi Money - o voucher do xixi" src="http://pessoaemberlim.com/wp-content/uploads/2008/10/pipi_money-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Uma das melhores maneiras (principalmente se você não está sozinho é conhecer a Alemanha de carro. Sem sombra de dúvida esse país conta com um dos melhores sistemas viários do mundo (as famosas autobhans), talvez por isso os melhores carros sejam fabricados aqui (Audi, Mercedes, BMW, Porsche e etc).</p>
<p>As estradas são tão boas aqui que em vários trechos o limite de velocidade é liberado. Isso mesmo, você pode &#8220;sentar o pé&#8221; no acelerador que não tem problema e pode ter certeza que você verá uma BMW voando baixo do seu lado. Enquanto eu estava tenso dirigindo um VW Golf à 160km/h, alguns possantes me ultrapassavam à 230km/h fácil. É algo tão fora do normal que americanos fazem turismo automobilistico; vem para cá, aluga um super carro só para acelerar pelas estradas. <span id="more-159"></span></p>
<p>Com essa liberdade era de se esperar uma série de acidentes, não? Pois é, até agora não vi um sequer. Seja na cidade, seja na estrada. Pelo que soube o exame de habilitação é super complexo, tendo que ter aula prática em todas as condições de pistas e climas. O aspirante à carteira tem que dirigir em estradas, para se ter uma idéia. Ainda fica mais fácil dirigir nas estradas aqui pela excelente sinalização. É placa para tudo quanto é lado, altamente informartivo, facilitando a vida mesmo que não se tenha um GPS à mão.</p>
<p>Para completar o quarteto rodoviário (boas estradas, bons motoristas e boa sinalização) tenho que comentar sobre os postos paradores ao longo da estrada. São perfeitos postos de serviços. Além de servirem como posto de gasolina, todos tem uma boa loja de conveniência e a maioria tem uma ótima praça de alimentação que além de uma comida relativamente caseira (dependendo da região, tem até as salsichas típicas, saladas de batatas e etc) sempre tendo uma cadeia de fast food (McDonalds, Burger King) ou então um belo supermercado. Mas o que impressiona mesmo são os banheiros. Você paga 50 centavos de euro e tem um banheiro brilhando! Quando falo brilhando, é realmente no sentido literal. Eles usam um sistema muito inteligente onde  você praticamente não tem contato com nada. A tampa da privada, quando vc tira a busanfa de cima dela, dá a descarga, rotaciona para ser esterilizada por um alcool especial. Para lavar a mão, espuma antiseptica e tudo mais. Queria tirar fotos mas acho que se o fizesse, iriam me achar um taradão, tirando fotos no banheiro masculino então fico devendo essa. <img src='http://pessoaemberlim.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Aí vocês vão dizer : &#8220;Ahhh mas você pagou 50 centavos para isso, aqui no Brasil é de graça&#8221;. Acontece que na  verdade, quando você põe a moeda lá, você ganha um voucher que permite usar esses 50 centavos para abater das compras que fará no posto em si. Ora, é genial e bom para todo mundo! Eu precisava fazer o meu xixi e iria comer ou botar gasolina no carro então esse 50 centavos serão remetidos para algo que iria gastar mesmo. O dono do posto tem mais um serviço à disposição do cliente e com certeza, como não tem nenhum produto de 50 centavos, terá a certeza que o cliente irá consumir algo e nós temos sempre um banheiro limpo. Para mim, viva o pipi-money!</p>
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