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	<title>Pessôa em Berlim &#187; Notícias</title>
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	<description>As aventuras de Erick Pessôa na capital alemã</description>
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		<title>E viva a BVG!</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 00:21:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das coisas que funciona como um relógio aqui &#8211; bem melhor que em Londres, diga-se de passagem &#8211; é o sistema de transporte público. Por todo esse tempo que moro aqui em Berlim, pouquíssimas vezes eu realmente senti falta de um carro pois o transporte público chega a praticamente todos os lugares que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-279" style="float: left; margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="Metrô chegando na estação" src="http://pessoaemberlim.com/wp-content/uploads/2009/05/tem.jpg" alt="Metrô chegando na estação" width="384" height="256" />Uma das coisas que funciona como um relógio aqui &#8211; bem melhor que em Londres, diga-se de passagem &#8211; é o sistema de transporte público. Por todo esse tempo que moro aqui em Berlim, pouquíssimas vezes eu realmente senti falta de um carro pois o transporte público chega a praticamente todos os lugares que eu queira ir. Tudo aqui é interconectado. Você compra um bilhete na estação de trem e este serve para metrô, ônibus e bonde. Aqui também tem algo muito pitoresco que nunca vi em nenhuma outra cidade; não existe catraca em lugar algum. Você entra no trem sem passar por nenhuma roleta ou fiscal, algo incrível que só funciona com um povo civilizado. Mas não ache você que só por isso todo mundo é certinho não. O que fazem aqui é interessante. Você não passa por roletas mas volta e meia tem fiscais dentro dos trens à paisana e se te pegarem sem o ticket, você morre em 40 euros e aqui não tem &#8220;mas eu não sabia!&#8221; , &#8220;eu sou turista&#8221; ou qualquer outra desculpa; tem que pagar na hora. Por isso vou passar para vocês umas dicas que aprendi aqui e que juro fazem TODA a diferença. Você aqui em Berlim não paga por entrada e saída de estação. Você paga por viagem. Existem vários tipos de tickets para serem comprados. Estes são:</p>
<p>- A cidade é dividida em 3 zonas; A, B e C. Raramente você precisará de um bilhete que abranja as 3 regiões. A única coisa para turista que fica na região C é o aeroporto Schõnefeld e caso você queira visitar a cidade de Potsdam. O resto todo fica nas regiões A e B.</p>
<p>- Um bilhete para a Zona AB pode ser <strong>Einzelfahrschein</strong> (Bilhete Simples) e <strong>Tageskarte</strong> (Bilhete para o dia todo) . A diferença é simples: O bilhete simples é para uma viagem apenas em <strong>uma direção</strong> com duração de 120 minutos. Atenção para o detalhe da direção e duração; se você, por exemplo está indo do Oeste para o Leste, você pode pegar quantos trens/ônibus/bondes quiser, desde que seja sempre nesta direção e que no máximo para isso leve 120 minutos. Você pode parar no meio do caminho, fazer uma boquinha, ir no super e voltar para a sua viagem sem problemas, desde que mantenha a direção original. Se você voltar uma estação sequer e for pego, multa de 40 euros. O preço deste ticket são 2.10 euros. O Tageskarte é o que recomendo de você vai fazer mais que duas &#8220;ida-e-voltas&#8221; no dia. Ele vale do momento que você valida (vou explicar em breve isso) até às 3 da manhã do dia seguinte. Atenção à isso também. Tive uma amiga que comprou um bilhete às 14:00 e teve que pagar uma multa pois estava usando o bilhete no dia seguinte as 11:00 AM. O bilhete não é de 24 horas! O valor dele é de €6.10</p>
<p>- Ainda existem mais dois tipos de bilhetes relevantes mas menos utilizados: <strong>Fahrschein für Kurzstrecken </strong>e <strong>Anschlussfahrschein. </strong>O primeiro vale para viagens curtas, no máximo 3 estações de trem ou de metrô ou então não mais que 6 paradas de ônibus e custa €1.30. <strong> <span style="font-weight: normal;">Anschlussfahrschein é uma extensão do bilhete para uma terceira zona, por exemplo no dia que você quiser ir à Potsdam mas já tem um bilhete comprado, em vez de comprar um novo bilhete, você compra essa extensão de €1.40.</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">- Logicamente se você for ficar uma semana ou mais, existem tickets de 1 semana, 1 mês e até 1 ano e todos com desconto, não como no metrô do Rio que o bilhete de 10 viagens é igual ao bilhete unitário vezes 10. Eu compro, por exemplo, o mensal (€72) pois uso os trens, pelo menos 2 vezes por dia para ir e voltar do meu curso. </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">- Existem descontos para estudantes universitários. Até dezembro do ano passado, havia descontos para alguns cursos de idiomas mas não mais. </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">-  Se você decidir alugar uma bike e quiser levá-la no trem, sem problemas, mas ela paga. Ué? Surpreso? Ela ocupa espaço, oras! Por isso tem que pagar um bilhete para ela também e não é barato não! Uma viagem com o &#8220;camelo&#8221; fica €1.50 mais caro. </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">- Você compra os seus bilhetes nas máquinas que normalmente ficam na plataforma. Quando for do metrô (BVG), são máquinas amerelinhas. Nas plataformas de trem (S-Bahn) são máquinas vermelhas e prateadas. Todas elas oferecem o menu em inglês e espanhol. É só clicar nas bandeirinhas no rodapé da tela. Elas aceitam moedas e notas mas não cartão de crédito. Nas principais estações você também pode comprar em guichês seus bilhetes.</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">- No ônibus você tem que apresentar o seu ticket ao motorista. Se você não o têm, você compra com ele. No bonde existem máquinas dentro para se comprar o bilhete e não se precisa validar se comprar no bonde.</span></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><strong><img style="align:right; border: 0pt none; margin: 3px 5px;" title="Máquina para validar o seu ticket" src="http://www.bvg.de/index.php/de/Common/Image/field/list/id/5080/filename/fahrschein_im_automaten_2.jpg" alt="Máquina para validar o seu ticket" width="150" height="80" /></strong><p class="wp-caption-text">Máquina para validar o seu ticket</p></div>
<p><strong>- Agora o mais importante de tudo. Comprar apenas o seu bilhete não basta. Você tem que VALIDAR<span style="font-weight: normal;">. Vou repetir, </span>VALIDAR<span style="font-weight: normal;">.Várias e várias vezes eu vi turistas terem que pagar a maldita multa por não terem validado os bilhetes. Até compram, mas não carimbam o dito e aí já era. Em todas as plataformas tem umas máquinas onde se insere o bilhete para esse ser carimbado com a hora e estação que você embarcou. Tem até uma certa lógica já que tem bilhetes que limitam horário e direção. Como essa é uma modalidade que não existe em outros países, levei um tempo para me acostumar.</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Ufa! Acho que cobri tudo que sei sobre este tema. Não deixem de planejar seus percursos no site da <a title="Site da BVG" href="http://www.bvg.de/index.php/en/Bvg/Start" target="_blank">BVG</a>. Lá você nem precisa saber qual estação tem que ir. Basta apenas dizer o endereço de onde você está e para onde você quer ir. O site indicará o melhor meio de transporte para o horário que você quer sair ou chegar. </span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Se você for modernex, tem um app legal para o iPhone chamada Berlin Trip Planner que faz o mesmo que o site da BVG faz (inclusive é autorizada pela mesma para fazer isso). Link para a <a title="Berlin Trip Plan" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewSoftware?id=284971745&amp;mt=8" target="_blank">iTunes Store</a>.</span></p>
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		<title>Vizinho, o pior amigo do homem (pelo menos em Berlim)</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 16:15:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[barulho]]></category>
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		<description><![CDATA[Um dos grandes problemas que tive aqui na Alemanha sem sombra de dúvida foi o meu relacionamento com a vizinhança. Nunca tive problemas em lugar algum e olha que moro fora de casa desde aproximadamente os 20 e poucos anos mas neste último apartamento, algo incrível está acontecendo. A história é longa mas vale a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos grandes problemas que tive aqui na Alemanha sem sombra de dúvida foi o meu relacionamento com a vizinhança. Nunca tive problemas em lugar algum e olha que moro fora de casa desde aproximadamente os 20 e poucos anos mas neste último apartamento, algo incrível está acontecendo. A história é longa mas vale a pena ser lida pois tem partes que parecem piada.</p>
<p>Me mudei para cá em janeiro neste ano. Um belo apartamento de dois quartos que adoro desde a primeira vez que vi a foto online. Na primeira noite, dia 11 de janeiro, coloquei as malas no chão e a primeira coisa que fui fazer foi ligar a TV pois não assistia fazia muito tempo. 5 minutos depois da TV ligada, escuto murros e a minha parede treme. Isto era uma 6a feira 11 da noite. Fiquei supreso primeiro pela parede tremer de tal maneira (parecia um terremoto) e depois pelo fato de presumir que tenha sido pro causa do volume da TV. Vale dizer que não é um home theater e sim uma TV velha de 14 polegadas. O volume estava no 6 de 20. De qualquer maneira, baixei o volume e fiquei na minha.</p>
<p>Duas semanas depois, em um domingo, por volta de 13:00, fui fazer uma ligação Skype do meu laptop da sala, pois ali fica o meu router. 10 minutos falando, novamente a minha parede é esmurrada. Fico fulo da vida mas ignoro. 10 minutos depois, toca a minha campanhia. Já sei que é o vizinho então desligo a ligação e vou abrir a porta. Qual não foi a minha surpresa em ver que era um jovem de 20 e poucos anos? Bem, como um bom alemão, o cara era quase duas vezes o meu tamanho. Estava com uma cara de sono como se tivesse acordado agora mas bravo, bem bravo. Coloquei a minha cara de bravo e assim foi o diálogo (imagine sempre em um tom grosseiro):</p>
<p>Vizinho &#8211; Guten Morgen<br />
Eu: Good Afternoon<br />
Vizinho: (agora falando em inglês): Você sabe que horas são?<br />
Eu: Sei sim, são 13:20, por que?<br />
Vizinho: Você está falando muito alto<br />
Eu: Estou apenas falando no Skype, não estou fazendo nada demais e são 13:20 da tarde, acredito que posso falar.<br />
Vizinho: A minha cama fica colada na parede, venha ver. (e aponta para o apartamento dele).<br />
Eu: Azar o seu, a culpa não é minha. Estou falando normalmente na minha sala.<br />
Vizinho:  Por que você não fala no outro quarto?<br />
Eu: Porque o meu roteador fica neste e o sinal fica muito fraco no outro quarto e de qualquer maneira, o  meu aluguel é para 2 quartos, não para 1 apenas.<br />
Vizinho: Mantenha baixo<br />
Eu: tchau</p>
<p>Isso me fez o sangue subir a cabeça. Oras, estava apenas falando no meu Skype. Não estava dando uma festa nem escutando música. Ainda fiquei mais preocupado pois na 3a seguinte já tinha agendado uma reunião de despedida para dois colegas americanos que estavam voltando para casa. Por <strong>educação</strong> deixei uma carta na caixa postal dele informando que  teria uma reunião na 3a a partir das 19:00 com 7 pessoas, para ele estar preparado. Não deu outra, às 11 da noite, ele veio pedir para fazer menos barulho. Quem abriu a porta foi uma amiga que fala alemão melhor e para evitar que eu chegasse à vias de fato.</p>
<p>Depois deste caso, comecei a ficar com antenas ligadas. Eu reparei que ele escutava Heavy Metal às 1:00 AM, fazia sexo 3 vezes por semana por volta das 11:40PM e por aí vai. Nunca reclamei até porque nunca me incomodou já que fico no outro quarto, na frente do meu computador. Eu sigo a simples lógica que a parede ser fina não é culpa dele nem minha.</p>
<p>Bem, o pior é agora. Dia 20 de março minha mãe veio aqui para me visitar e ficar um tempo em Berlim. Já prevendo possíveis problemas, ofereci o meu quarto e me preparei para dormir na sala. Minha mãe chegou por volta das 9 e pouca e fui mostrando o apartamento , quando cheguei na sala, não sei por que, demos uma risada. Logo em seguida, pudemos escutar uma risada imitando a nossa vindo do outro lado. Minha mãe perguntou o que era isso e comecei a contar os problemas anteriores. Contei em inglês pois sabia que ele iria escutar mas contei no meu tom de voz normal. 10 minutos depois, murro na parede. Desta vez não me contive e esmurrei a parede também. Não deu outra, ele bateu na minha porta. Nossa, fico nervoso só de relembrar o fato. Eu abro a porta já vermelho e o cara veio gritando, literalmente gritando:</p>
<p>Vizinho: VOCÊ ESTÁ FALANDO DE MIM!<br />
Eu: E DAÍ? NA MINHA CASA EU FALO DE QUEM QUISER!<br />
Vizinho: VC ESTÁ FAZENDO MUITO BARULHO!<br />
Eu: AHH NÃO FERRA! QUANDO VC ESTÁ ESCUTANDO A DROGA DA SUA MÚSICA HEAVY METAL E F(*) SUA NAMORADA, NUNCA RECLAMEI, NÃO ME VENHA COM ESSA.<br />
ele começou a ficar nervoso e falou em alemão &#8220;Nem alemão vc consegue falar&#8221; e eu repondi em alemão :&#8221;falo sim&#8221; e ameacei chamar a polícia, isso já com a minha mãe e o marido dela me segurando pois já estava preparado para no mínimo arrebentar a mão dele com a minha cara mas bati a porta.<br />
Cinco minutos de escuto uma batidinha de leve na porta e a minha mãe vai abrir para evitar que eu pule no pescoço do cara. Era a namorada do mesmo pedindo desculpas por tudo e principalmente pelo barulho que faz. Não chamei a polícia mas escrevi para a proprietária explicando a situação toda pois pago o aluguel até antes do vencimento e acho que alugo 2 quartos, não 1.</p>
<p>Como nunca mais fiz nada na sala de visitas, não tenho problemas. Mas qual foi a minha surpresa ontem, aqui no quarto, o vizinho debaixo reclamou? Desde meados de janeiro quando o meu iMac chegou, sempre assisto as minhas séries e filmes aqui. Nunca muito alto, confesso que algumas vezes o som dá uma chacoalha o piso por causa do subwoofer mas se você levar em conta que andando o chão treme, não é muito diferente. Ontem, às 10:00 estava assisindo Xena, um seriado com som simples estéreo e teve uma explosão e o subwoofer tremeu o chão um pouco. 3 minutos depois, sinto no piso as batidas do vizinho debaixo. eram 10:03PM cravados. Tenho aqui um aplicativo para medir decibéis e vi que no sobwoofer, repito, com o medidor NA FRENTE do subwoofer, estava 80db, provavelmente no apto debaixo era algo em torno de 60db. O nível de ruído normal do meu apartamento é de 46Db, só para se ter uma idéia.</p>
<p>Me deu um nervoso tão grande isso que comecei a pesquisar na internet e achei um site da comunidade estrangeira na Alemanhachamado <a title="ToyGermany" href="http://www.toytowngermany.com/" target="_blank">ToyGermany</a>. Lá, vasculhei os foruns e achei várias, mas muitas reclamações de estrangeiros iguais as minhas. Assim, pelo menos, vejo que eu não sou o diferente. Para piorar, não existe uma lei clara como a que existe no Rio, ou seja, não existe um limite oficial de ruído definido pela lei orgânica de Berlim.</p>
<p>A conclusão que eu chego é bem simples; em um prédio sem porteiro ou síndico é cada um por si e que se dane a coletividade. Se me incomoda, não irei tentar te &#8220;entender&#8221;. Afinal, para que iria tentar te entender? Não sou nada seu!</p>
<p>Isso me lembrou dois casos ao longo da minha vida. Minha mãe sempre gostou de morar no 1o andar e eu fui da geração playground. Quase toda a minha infância eu passava jogando bola e brincando de pique no playground do meu prédio, embaixo da janela da minha mãe. Imaginem se a minha mãe e meu pai, ambos trabalhando a semana inteira e meu pai literalmente acordando ao toque da alvorada para ir ao quartel reclamassem que no fim-de-semana não podem dormir porque um monte de crianças ficam fazendo barulho debaixo da janela deles? Outra foi o meu último apartamento. Adorava a sua planta com um corredor bem extenso mas por causa da área central, qualquer sussuro perto da cozinha dava para ser ouvido até a cobertura. Com isso, se escutava o assovio do elevador subindo e o meu vizinho debaixo todo dia cantarolando na hora do café. Jamais reclamei, assim como ele também jamais reclamou quando eu esporadicamente botava o meu home theater à prova vendo Jurassic Park e colocando um copo na mesa para ver se a água se mexia. Acho que se eu fizer isso aqui, a minha prisão vira manchete no Globo no dia seguinte.</p>
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		<title>Paris Je t&#8217;aime&#8230; Mas Berlim é a minha casa.</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 00:19:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>

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		<description><![CDATA[Passei uma semana espetacular em Paris à convite da minha mãe e do Zé Carlos, seu marido. Foram sete dias intensos de cultura intelectual e gastronômica. Uma cidade única que diferentemente de Londres e principalmente Berlim, não sofreu muito com os bombardeios durante a 2a guerra e por isso preserva muito de sua história. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="tt-flickr tt-flickr-Medium" title="Paris" href="http://www.flickr.com/photos/epessoa/3356623543/"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3640/3356623543_a761788822.jpg" alt="Paris" width="500" height="375" /></a>Passei uma semana espetacular em Paris à convite da minha mãe e do Zé Carlos, seu marido. Foram sete dias intensos de cultura intelectual e gastronômica.</p>
<p>Uma cidade única que diferentemente de Londres e principalmente Berlim, não sofreu muito com os bombardeios durante a 2a guerra e por isso preserva muito de sua história. A cada esquina, cada praça podemos ver um pedacinho de arte ou história. Não é à toa que várias celebridades da cultura mundial foram morar nessa cidade como Thomas Jefferson, Santos Dummont e por aí vai.</p>
<p>Aproveitei esse tempo para desenferrujar o meu parco francês nível DELF 1 que pelo menos quebra um galho. Estarei escrevendo em breve sobre as atrações que visitamos não só em Paris como no Vale do Loire, um passeio de dia inteiro espetacular e imperdível, que recomendo imensamente mesmo sendo meio carinho.</p>
<p>A volta para Berlim foi interessante. Mesmo já tendo ido ao Rio neste meio tempo, desta vez quando cheguei em Tegel, reparei o quanto já estou adaptado à cidade. Sei os caminhos, mal ou bem entendo a língua e me vi por diversas vezes, durante várias conversas, defendendo Berlim perante Paris, como se isso fosse possível. Berlim é uma cidade única, com suas história tão única quanto Paris. Talvez pelo fato de ser uma história mais recente, me atrai imensamente.</p>
<p>Cada vez mais é certo para mim que a Europa em si é um campo impossível de ser explorado durante uma vida só. O que acaba por ser frustrante pois tudo é &#8220;logo ali&#8221;. O vôo de Berlim para Paris é apenas 1 hora e 40 minutos; menos que ir até Manaus do Rio, se não me engano (é muuuuito mais barato com certeza). Com isso você tem acesso à uma cultura totalmente diferente logo ali, a um vôo de distância. Abrir mão disso em julho vai ser muito difícil&#8230; <img src='http://pessoaemberlim.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Londres</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 16:02:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que Londres é uma das capitais mais importantes da Europa ninguém tem dúvida. Assim como coisas para fazer não faltam. Londres ainda tem um atrativo a mais que outras cidades européias não me oferecem; os musicais no melhor estilo da Broadway. Por outro lado algo que os ingleses não são famosos é sobre a qualidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0in;"><a class="tt-flickr tt-flickr-Medium" title="Londres - London Eye" href="http://www.flickr.com/photos/epessoa/3274115261/" target="_blank"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 3px 5px; float: left;" src="http://farm4.static.flickr.com/3326/3274115261_29c4edc954.jpg" alt="Londres - London Eye" width="350" height="263" /></a> Que Londres é uma das capitais mais importantes da Europa ninguém tem dúvida. Assim como coisas para fazer não faltam. Londres ainda tem um atrativo a mais que outras cidades européias não me oferecem; os musicais no melhor estilo da Broadway. Por outro lado algo que os ingleses não são famosos é sobre a qualidade de sua comida.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Mesmo tendo ido à trabalho, tentei aproveitar ao máximo todos os momentos disponíveis para curtir a cidade mas sinceramente, em 5 dias, não deu para ver quase nada da cidade e seus atrativos. O tempo até que deu uma grande ajuda, me brindando um dia de sol que permitiu a minha ida ao London Eye. De resto, choveu e ficou nublado, como era de se esperar de Londres. Outra grande notícia foi o fato da libra esterlina estar tão baixa, custando .90 de euro.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Eu devo agradecer à minha amiga FêSim que foi uma excelente guia e uma ótima shopping consultant. Quero vê-la com o Converse, hein? <img src='http://pessoaemberlim.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Desta vez estarei fazendo um approach diferente para falar sobre uma cidade que visitei. Em vez de dizer o que fiz dia-a-dia, vou falar sobre as atrações que fui. Infelizmente foram muito menos que eu gostaria pois  afinal de contas, estava à trabalho. Mesmo assim tentei aproveitar ao máximo. Em geral posso dizer o seguinte:</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">- Diferente de Berlim, em Londes você pode pagar praticamente tudo com cartão de crédito, o que é um sonho.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><img class="alignleft size-full wp-image-236" style="border: 0pt none; margin: 3px 5px; float: right;" title="oyster_card" src="http://pessoaemberlim.com/wp-content/uploads/2009/02/oyster_card.jpg" alt="oyster_card" width="169" height="109" />- Eu não peguei um taxi sequer. Andei para tudo quanto é lugar de trem e para isso usei o Oyster Card. É um RioCard MUITO melhorado pois ele é facilmente recarregado em qualquer estação, usando-se dinheiro ou cartão de crédito além de ser reconhecido pela roleta mesmo estando dentro da carteira. Gastei nos 5 dias algo em torno de £40 com metrô. Outra dica preciosa do metro londrino é não ter pressa. Os trens vão para todos os cantos mas são apertados e estão sempre atrasados. Volta e meia uma linha pára também. Outras, oferecem trens a cada 2 minutos. Depende muito da linha que você vá usar.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">- Pegue os trens expressos do aeroporto até o centro. Peguei um de Gatwick até a estação Victoria por £16.90 e a viagem durou 30 minutos.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">- Use sua carteira de estudante. Acredite! Ela presta! Eu achava que só dava uns trocados de descontos em museus mas consegui com ela comprar uma entrada de musical por mais de 50% de desconto! Foi O achado da viagem.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">- Não vá para Londres para compras. Mesmo assim, com essa crise econômica fique de olho. Eu achei DVDs por preços de banana da Zavvi, que está falindo e queimando os estoques. Ao mesmo tempo, a loja da National Geographic é um verdadeiro roubo. Uma camiseta custa £40!!</p>
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		<title>O lado negro da neve</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 22:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando se é brasileiro e a neve não é uma constante e se tem o contato com ela pela primeira vez , é algo maravilhoso e mágico. Quando se mora em um país que o inverno é quase todo coberto por neve, essa mágica se torna um pesadelo. Morando aqui em Berlim passei da paixão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-215" style="border: 0pt none; margin: 3px 5px; float: left;" title="Neve Suja" src="http://pessoaemberlim.com/wp-content/uploads/2009/01/nevesuja-300x225.jpg" alt="Neve Suja" width="300" height="225" />Quando se é brasileiro e a neve não é uma constante e se tem o contato com ela pela primeira vez , é algo maravilhoso e mágico. Quando se mora em um país que o inverno é quase todo coberto por neve, essa mágica se torna um pesadelo.</p>
<p>Morando aqui em Berlim passei da paixão para raiva em relação à neve. Quando caiu pela primeira vez é lindo tirar fotos, sentir a textura, curtir o momento. Agora que estou me mudando para um novo apartamento onde tenho que arrastar por quarteirões malas e caixas, estou com ódio mortal dela. Primeiro que ela não é tão branca assim. Para evitar que as pessoas escorreguem, a prefeitura joga nas calçadas e ruas algo como uma terra, areia ou cascalho, deixando a neve escura, elameada.</p>
<p>Quanto mais frio fica e mais a neve é pisada, ela vai se solificando e se tornando gelo, altamente escorregadio. Parece que estamos em um ringue de patinação. Já tomei um belo tombo por causa disso, correndo para pegar um trem.</p>
<p>Para piorar, não sei se desejo que o tempo esquente. Se esquentar, a neve derrete e tudo fica molhado, sujando toda a casa quando se chega. Por isso as pessoas aqui tem o hábito de se tirar o sapato quando se chega em casa. Esse hábito me fez rever a minha opinião sobre meias pretas. Eu odiava usar, sei lá. No Brasil não é comum usar meias pretas esportivas com tênis mas aqui é comum exatamente por este detalhe. Se ficar andando pela casa com meias brancas, na hora fica claro que ela está suja.</p>
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		<title>O Rio de Janeiro continua &#8230;.. chuvoso</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Dec 2008 22:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 13 cheguei na minha cidade natal, maravilhosa como sempre mas e o sol? Não sei onde se enfiou. Dos quase 20 dias que passei aqui, o sol só apareceu umas 4 vezes mas ainda assim é maravilhosa. Por que? Porque amanhã o sol virá. EEssa mentalidade otimista carioca realmente existe e é algo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="tt-flickr tt-flickr-Medium" title="Mirante do Leblon" href="http://www.flickr.com/photos/epessoa/3154715424/"><img class="alignleft" style="float:left; border: 0pt none; margin: 3px 5px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3107/3154715424_c61eea4c03.jpg" alt="Mirante do Leblon" width="210" height="158" /></a> Dia 13 cheguei na minha cidade natal, maravilhosa como sempre mas e o sol? Não sei onde se enfiou. Dos quase 20 dias que passei aqui, o sol só apareceu umas 4 vezes mas ainda assim é maravilhosa. Por que? Porque amanhã o sol virá. EEssa mentalidade otimista carioca realmente existe e é algo e que contagia. Por isso queria muito vir aqui para primeiro rever as pessoas que me são muito queridas e ver que rumo vou tomar na minha vida em 2009, este ano que chega já amanhã.</p>
<p>Minha avó, um dos três vértices da minha família está muito fraca e por mais que isso seja normal para uma pesoa de mais de 90 anos, é algo que me entristece muito. Com ainda 6 meses de Alemanha vou aproveitar o máximo. Quero meter a cara no estudo do alemão ao mesmo tempo ver caminhos futuros interessantes para mim. Vejo todo mundo seguindo seu caminho e não posso ficar para trás. Se surgir qualquer possibilidade interessante de visitar outros países, estudar outras coisas e fazer novas amizades.</p>
<p>Começarei o ano no meu apartamento próprio, sozinho e sem dividir com ninguém. Cada vez acho mais difícil dividir o meu espaço. Essa síndrome de filho único está me abatendo e acho que fico bem só. Isso ao menos facilita a minha vida nômade que quero levar.</p>
<p>No aeroporto esperando embarcar em meu vôo de retorno sinto-me mais seguro da minha decisão. Quero sim voltar para a Alemanha. Deixo pessoas queridas aqui mas se realmente gostam de mim, entendem que sou assim ou então irão neste tempo valorizar a minha personalidade.</p>
<p>Saí triste de Berlim e volto agora, depois de 4 dias de praia, discussões e pazes e rever amigos, com as baterias recarregadas para os próximos seis meses. Por essas e por outras que não importa onde esteja, o Rio sempre será importante para mim. Agora entendo a força da terra natal em cada um. Mais do que nunca.</p>
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		<title>Seattle &#8211; O pequeno detour natalino</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 18:07:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Apple Store]]></category>
		<category><![CDATA[Arby's]]></category>
		<category><![CDATA[Olympia]]></category>
		<category><![CDATA[Seattle]]></category>
		<category><![CDATA[Space Needle]]></category>

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		<description><![CDATA[Cynthia, uma amiga da minha mãe e minha que mora em Olympia, Estados Unidos, me convidou para visitá-la agora semana passada e assim ajudar com o computador dela, além de um evento Rotary e uma exposição de gato. Como ela sabe que eu não tenho cacife suficiente para pagar uma passagem que atravessa meio mundo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="tt-flickr tt-flickr-Small" title="Seattle" href="http://www.flickr.com/photos/epessoa/3077181352/"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 3px 5px; float: left;" src="http://farm4.static.flickr.com/3139/3077181352_90d64fa213_m.jpg" alt="Seattle" width="240" height="180" /></a> Cynthia, uma amiga da minha mãe e minha que mora em Olympia, Estados Unidos, me convidou para visitá-la agora semana passada e assim ajudar com o computador dela, além de um evento Rotary e uma exposição de gato. Como ela sabe que eu não tenho cacife suficiente para pagar uma passagem que atravessa meio mundo, ela me deu a passagem com a milhagem dela. Oras, já sou tarado por viajar e surge a oportunidade de viajar de graça, ainda mais para os Estados Unidos na época de compras de natal? PERFEITO! <img src='http://pessoaemberlim.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Lá fui eu. Viajei literalmente meio mundo por 24 horas. É impressionante como curto a experiência de viajar. Aeroportos, línguas diferentes, fazer malas, gastar dinheiro sem pensar, chorar depois para pagar todos os cartões parcelando em trocentos meses. Ahhh que alegria.</p>
<p>Voei de Continental sem maiores problemas. Melhor ainda por ter a poltrona do lado vazia, o que tornou a viagem mais confortável. Depois de 24 horas viajando, encontrei com a Cynthia no aeroporto de Seattle e fomos para a casa dela.</p>
<p>Para aqueles que, como eu, não sabiam, Olympia é a capital do Estado de Washington, mantendo meio que a tradição americana de que a capital do Estado não é a cidade principal. Uma cidade pequenina e aconchegante mas com pouquíssimos pontos turísticos relevantes. Outro detalhe do estado de Washington é o seu clima; dizem que chove quase 300 dias por ano. Eu dei sorte pois dos 7 dias que passei lá, apenas choveu 1 dia e nos outros, abriu um belo sol, isso sim.</p>
<p>De turismo mesmo, eu só fui no Space Needle em Seattle e foi no melhor dia possível, com o céu todo aberto e o sol raiando, me deliciando com lindos pratos de salmão e um sorvete que soltava fumaça e me fez popular na torre. Além disso, por estar usando um casaco do Brasil, um pastor evangélico cubano veio falar comigo. Coisas que só acontecem com brasileiros, não?</p>
<p>Fazia um tempo que não ia ao USA sozinho e resolvi fazer o meu &#8220;tour de force&#8221;- Apple Store, Best Buy, Nordstrom, Arby&#8217;s, IHOP, cinema. Nossa, como eu amo Arbys. O sanduíche de Beef N&#8217; Cheddar é impossível de se enjoar. Comi 3 deles nessa viagem. Já o IHOP, que decepção. Eu amava as panquecas de lá mas talvez por estar meio metido à saudável, eu achei pesada demais e gordurosa. Nem consegui terminar (talvez por ter pedido a de Blueberry).</p>
<p>Como disse acima fui para lá mais para fazer as compras de natal de todos. Para mim mesmo, não estava de olho em nada de grande valor pois já tinha realizado o meu sonho de comprar o iMac. Mesmo assim, todos sabem que ficar 7 dias nos Estados Unidos é uma maldita tentação. Para piorar, a Cynthia não cozinha em casa, ou seja, almoço e jantar fora todos os dias e como cavalheiro que sou, tenho que pagar a conta dela. Ainda bem que por insistência minha, alguns almoços foram no Arby&#8217;s. <img src='http://pessoaemberlim.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Por causa da crise econômica os preços estavam realmente baixos mas nada assim fora da realidade. O que impressiona é que se você pesquisar, acha produtos incríveis. Descolei a loja ponta de estoque da Nordstrom e comprei uma camisa social da Ralph Loren por 10 dólares e um sapato italiano chiquerésimo (de couro, nem sei onde vou suar) por $60. De tecnologia, comprei um novo teclado para o meu Acer Aspire One, com o layout US International porque o alemão não tava dando. Além disso comprei também alguns cartões do iTunes store e dois cabos:  para ligar o meu laptop na tomada do avião e outro para ligar o meu laptop em uma TV LCD ou Plasma (conector HDMI). Meio que me arrependi depois pois gastei com ambos algo em torno de 140 dólares e sequer tenho uma TV dessas aqui. Para piorar, no vôo de volta, nem precisei do cabo de força pois na Northwest (EXCELENTE por sinal) o plug era o tradicional de 3 pinos de computador.</p>
<p>O problema são as compras não-planejadas que depois você se questiona porque comprou. Eu comprei uma daquelas barras de ferramentas de se prender na porta cheia de guéri-guéri, estilo dos produtos da Polishop. Tudo bem, custou barato (20 dólares) mas precisava mesmo? E um mini-aspirador de pó para computador da Red Devil por $14? E um saca-rolhas elétrico por $10? Bem, vai somando tudo isso vc vai ver que gera um gastinho, né? O que mais gastei dinheiro mesmo foi em revista; só no aeroporto comprei $40 dólares e todas as revistas de tecnologia possíveis. Além das do Obama e, como um bom metrossexual, Men&#8217;s Health.</p>
<p>Aproveitei também para ir ao cinema, como sempre faço quando vou para os Estados Unidos. O escolhido da vez foi Twilight (Crepúsculo) que assisti em um shopping cercado por adolescentes histéricas. Aproveitei para comer aquela pipoquinha esperta (o pacote menor, claro) e desfrutar de 40 minutos de anúncio antes do filme. Vocês podem conferir a resenha no <a title="Resenha &quot;Crepúsculo&quot; no Movieblog" href="http://movieblog.com.br/?p=267" target="_blank">Movieblog</a>. Escolhi esse filme uma vez que era o lançamento da semana e também por ser um filme que uma grande amiga está ansiosamente esperando. Outro detalhe é que ele é todo filmado nesta região.</p>
<p>Em termos de trabalho mesmo, gastei horas e horas à fio para limpar o computador da Cynthia que estava com um Malware infernal. Além disso organizei a rede sem fio (que ela não usava) e conectei o computador à TV LCD de 42&#8243;, assim como comprei e configurei teclado e mouse sem fio. Sexta passei o dia todo montando mesa e cadeiras para o evento de prova de vinho do Rotary, que foi legal mas como estava trabalhando, nem pude usufruir.</p>
<p>Não sei se é a distância ou o fato de não ter realmente nenhum grande amigo por perto mas desandei a comprar presente para todo mundo de natal. Sei que fiz uma lista de pessoas que no final me fizeram ter que carregar mais uma mala e pagar 100 dólares de excesso.</p>
<p>No final das contas, a viagem foi boa. Foi bom rever uma grande amiga e principalmente acertar certos ponteiros em Berlim mesmo. Possibilidades futuras se abriram e uma certeza; 2009, endereço novo.</p>
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		<title>Döner Kebab</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 07:52:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[doner kebab]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você acha que a comida típica alemã é o salsichão ou o chucrute, pelo menos aqui em Berlim você está enganado. O prato do dia a dia, que o cidadão berlinense comum recorre na hora do aperto e tem um preço em conta é este sanduíche de origem turca que agora é mais alemão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="tt-flickr tt-flickr-Medium" title="Döner Kebab" href="http://www.flickr.com/photos/epessoa/3078094089/"><img class="alignleft" style="float:left; border: 0pt none; margin: 3px 5px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3175/3078094089_c0e812691e.jpg" alt="Döner Kebab" width="245" height="162" /></a> Se você acha que a comida típica alemã é o salsichão ou o chucrute, pelo menos aqui em Berlim você está enganado. O prato do dia a dia, que o cidadão berlinense comum recorre na hora do aperto e tem um preço em conta é este sanduíche de origem turca que agora é mais alemão que outra coisa.</p>
<p>Toda cidade tem aquela comidinha rápida do povão ou então que é bem característica da cidade. O Rio tem os sanduíches naturais, São Paulo tem o bauru e por aí vai. Para quem acha que é só de lingüiça que a galera de Berlim vive, está redondamente enganado. Apesar da currywurst (em breve aqui) ser algo bem típico daqui, a refeição que domina mesmo cada esquina é o Dönner Kebab.<br />
Importado da Turquia e devidamente adaptado à população local, esta refeição nada gourmet lembra muito aqueles churrascos gregos do centro de São Paulo. Meu pai toda vez que ia a São Paulo, se lambuzava naquela carne de terceira altamente gordurosa e ainda, com um belo sorriso, exibia o refresco “de grátis” que acompanhava, tudo isso por um preço irrisório.</p>
<p>O princípio é o mesmo; um big espeto com várias camadas de carne que fica sendo assada na vertical por uma grelha elétrica. Desse espeto (que pode ser de carne ou de frango) se é descamada uma quantidade de carne que vai para o pão turco quente, com um dos 3 molhos – alho, iogurte ou picante – mais alface, tomate, cebola (crua), repolho vermelho e pepino.</p>
<p>Logicamente a salada é dominante no sanduíche mas até que a quantidade é boa. Eu não curto o pepino e peço sempre para tirar, o que sempre gera protestos dos turcos que me servem, perguntando o porquê que quero tirar. O pão tem uma crostinha quase simbólica e é muito saboroso. A carne, acreditem, não tem muita gordura. Existe uma variação do Döner que em vez do pão, vem enrolado em um pão bem fino, mais fino que o nosso pão árabe, como se fosse uma tortilha mexicana.</p>
<p>Depois de experimentar muitos Dönners por aí, o melhor que encontrei foi o do Antalya, que fica na esquina de Warschauer Straße com Koppernikus Straße por uma simples razão; eles oferecem diversas variações de Döner, entre elas a que vem com o dobro de carne (Doppelfleisch). Isso por módicos €3.50 e te garanto que depois de um desses, estará satisfeito como se fosse uma refeição e com a impressão de que nem está comendo algo tão calórico como um Big Mac, por causa da  salada. Supostamente a carne não é tão ruim quanto se pode imaginar já que o governo alemão controla (é isso aí) a qualidade da carne, impondo certas regulamentações como dizendo que 60% da mesma tem que ser carne pura. Imaginem os outros 40% então ou então como era antes!</p>
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		<title>Pronto, mundo. Tá aí o que vocês queriam.</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 07:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[estados unidos]]></category>
		<category><![CDATA[obama]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo inteiro se pudesse teria ido às urnas ontem para votar por Obama. Com seu jeito carismático, juventude e excelentes discursos, Obama acabou por personificar uma mudança esperada (e diga-se de passagem necessária) do país (ainda) mais poderoso do mundo. Aparentemente os americanos também querem essa mudança, elegendo não só Obama para presidente mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="tt-flickr tt-flickr-Small" title="Barak Obama em Berlim" href="http://www.flickr.com/photos/epessoa/2698996529/"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 3px 5px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3273/2698996529_3fd71c0f6b_m.jpg" alt="Barak Obama em Berlim" width="240" height="135" /></a> O mundo inteiro se pudesse teria ido às urnas ontem para votar por Obama. Com seu jeito carismático, juventude e excelentes discursos, Obama acabou por personificar uma mudança esperada (e diga-se de passagem necessária) do país (ainda) mais poderoso do mundo. Aparentemente os americanos também querem essa mudança, elegendo não só Obama para presidente mas também maioria democrata no senado e câmara dos deputados. Isso tudo com uma incrível participação nas urnas, lá que o voto é facultativo. Tudo bem, mas e agora? O que esperar?<span id="more-188"></span></p>
<p>Várias pessoas dizem que o estilo Obama lembra muito o do John Kennedy; ambos jovens senadores democratas com carreiras políticas meteóricas alçados à presidência americana. Não sei se isso é bom pois o pouco tempo que Kennedy ficou no poder, crises históricas ocorreram, seja por sua causa direta ou não. A guerra do Vietnã realmente tomou corpo no seu governo (aumentou o contigente de 800 soldados par 16.300). A crise dos mísseis com a União Soviética, a tentativa frustrada de derrubar Castro e também a passividade perante a construção do muro de Berlim. Um pouco decepcionante para um presidente que mudaria o mundo, não ?</p>
<p>Estava presente no discurso do Obama aqui em Berlim. Por que fui, se nem americano sou? Poderia aqui mentir falando &#8220;sou cidadão do mundo e o Obama é a esperança de mudança para todos&#8221; e etc mas não foi por isso. Vi o discurso dele à 4 anos atrás em favor do então candidato à presidência John Kerry e fiquei altamente impressionado. A eloqüência e profundidade com que ele falou naquela convenção foi algo cativante, ao ponto de por um segundo me fazer desejar ser americano para votar nele. Não sou ingênuo em achar que ele escreve o script mas uma coisa é certa; ele sabe como cativar o público. A energia em sua voz com palavras meticulosamente escolhidas enaltecendo o esforço de seu pai, um imigrante queniano, não soa exagerado nem um piegas. Ao falar que quer um Estados Unidos unido entre brancos, negros, hispânicos, gays e e heterssexuais, não teve receio em mostrar que para ele todos são americanos, sem qualquer preconceito. Ao mesmo tempo, jamais usou a questão racial como uma possível barreira para sua eleição pois, como sempre disse, acima de tudo é americano.</p>
<p>Por ser este orador nato que fui assistí-lo em frente da Coluna da Vitória. Eu e milhares de alemães e estrangeiros, ávidos para ver o que o candidato à presidência do país mais poderoso do planeta tem a dizer. E Obama falou. Falou sobre praticamente todos os temas. Do Afeganistão ao Meio Ambiente. Do desemprego americano à política externa. O que mais me impressionou foi que ele não estava ali para fazer média com os alemães. Ele ressaltou a importância (indiscutível) de Berlim para a história política mundial e usou como metáfora a derrubada do muro de Berlim pelo povo para derrubar a mentalidade mercantilista do mundo e ajudarmos uns aos outros. Ao mesmo tempo que fala dessa mensagem linda que todos queremos escutar, ele foi claro ao dizer que espera participação maior (leia-se, enviando tropas) européias para o Afeganistão. Falou também que vai trabalhar em prol do meio ambiente mas deixou uma mensagem bem clara, que nós jamais podemos esquecer; ele é <strong>americano</strong>. Isso quer dizer que antes de tudo, vem os interesses americanos. Lógico, o que esperar do presidente americano? O que Obama disse aqui, para mim e para milhares de pessoas e na verdade o que ainda oferece uma esperança por um mundo melhor foi o fato dele citar diversas vezes suas raízes de imigrante e pregar a idéia que vivemos em um mundo globalizado onde para o Estados Unidos ser um país melhor, o mundo precisar ser um mundo melhor.</p>
<p>O povo americano fez a parte dele, levando à risca o jargão da campanha. Eles, como o resto do mundo, querem mudanças. Cabe a todos nós esperar para ver se serão mudanças que farão deste mundo um lugar melhor ou teremos um novo Kennedy, com uma oratória que entra para a história e um currículo que seria melhor esquecer.</p>
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		<title>Adeus, Tempelhof</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 07:13:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erick Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[berlim]]></category>
		<category><![CDATA[Tempelhof]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, dia 31 de outubro, uma página da história é virada e não só da história alemã mas com certeza do mundo inteiro. Este que foi considerado pelo grande arquiteto inglês Sir Norman Foster como a &#8220;Mãe de todos os aeroportos&#8221; vai fechar suas portas. Um dos mais antigos aeroportos em funcionamento do mundo juntamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="tt-flickr tt-flickr-Small" title="Tempelhof" href="http://www.flickr.com/photos/epessoa/2988208676/"><img class="alignleft" style="float: left; border: 0pt none; margin: 3px 5px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3009/2988208676_79cb251b71_m.jpg" alt="Tempelhof" width="216" height="143" /></a> Hoje, dia 31 de outubro, uma página da história é virada e não só da história alemã mas com certeza do mundo inteiro. Este que foi considerado pelo grande arquiteto inglês Sir Norman Foster como a &#8220;Mãe de todos os aeroportos&#8221; vai fechar suas portas.</p>
<p>Um dos mais antigos aeroportos em funcionamento do mundo juntamente com o aeroporto CImpanino de Roma, Tempelhof foi o berço da companhia Aérea Lufthansa (1926). Além disso foi durante muito uma das maiores construções do mundo mas nada disso é relevante comparada à operação da qual foi palco durante 11 meses entre 1948 e 1949. Durante esse tempo, Tempelhof foi a única porta de entrada de tudo para Berlim Ocidental. Com o bloqueio terrestre e marítimo imposto pelos soviéticos, os americanos e os britânicos resolveram comprar a briga e montaram um verdadeiro esquema de guerra para que a cidade de Berlim Ocidental fosse abastecida através de vôos regulares levando mantimentos e tudo quanto é tipo de gênero. Para se ter uma idéia,  aviões decolavam a cada 3 minutos durante 24 horas sem parar, com uma precisão incrível pois não é só a decolagem em si, tem que descarregar, reabastecer taxear e etc. Isso só foi possível pelo trabalho conjunto entre americanos, ingleses e os cidadãos de Berlim. Entendam, menos de 5 anos antes, os mesmos americanos estavam bombardeando Berlim, agora voavam com mantimentos para salvar a mesma população que antes jogavam bombas sobre.</p>
<p>Durante os 11 meses entre 1948 e 1949, Tempelhof foi um exemplo mundial da capacidade humanitária. Não sou ingênuo ao ponto de achar que os americanos só fizeram isso por causas humanitárias. Eu sei muito bem que o motivo principal foi para provar aos soviéticos a capacidade americana mas isso durou 11 meses! Não havia necessidade de jogar balas para as crianças, por exemplo. Foi inevitável para mim sentir um aperto no coração quando visitei o aeroporto ontem para tirar umas fotos. Sei que realmente não existe como mantê-lo funcionando. Ele é tão central quanto Congonhas só que não oferece vôos de grandes aviões e com isso estava operando em um déficit de 50 milhões de euros anuais. Além disso, Berlim tem mais 2 aeroportos além de Tempelhof (Tegel e Shönefeld) e agora o governo está focando em Shönefeld para expandí-lo e em 2011 criar o BBI, Berlin Brandenburg International, um moderno aerporto para atender 20 milhões de passageiros.</p>
<p>O fato que hoje não é prioridade para a cidade de Berlim manter um aeroporto tão central e deficitário. Além de dar um prejuízo de 15 milhões de euros anuais, ele fica tão central que não é capaz de receber determinados aviões de grande porte. Para se ter uma idéia, imaginem Congonhas sem ser naquele pequeno morro, mas sim em um terreno plano. Pois é, este é Tempelhof. Apesar de nunca ter acontecido nenhum acidente, era um termor constante. Como consolo fica a garantia do governo que os edifícios (hall principal e hangares) serão mantidos mas ainda não se tem uma idéia exata do que será feito da enorme área ao redor dos prédios (com 365 hectares, sendo que o prédio principal, sozinho, tem 1.2 kilômetros de comprimento). Tudo leva a crer que será um grande parque ou uma área de lazer para a cidade.</p>
<p>De qualquer forma, o imponente prédio principal estará ali, lembrando à todos o peso opressor do Nazismo que o criou imponente para um louco plano megalomaníaco e ao mesmo tempo, lembrando que se realmente nos esforçarmos, somos capazes de superar traumas antigos por um bem maior, como foi no caso do bloqueio de Berlim.</p>
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