post Category: Notícias post Comments (0) postJanuary 1, 2009

Mirante do Leblon Dia 13 cheguei na minha cidade natal, maravilhosa como sempre mas e o sol? Não sei onde se enfiou. Dos quase 20 dias que passei aqui, o sol só apareceu umas 4 vezes mas ainda assim é maravilhosa. Por que? Porque amanhã o sol virá. EEssa mentalidade otimista carioca realmente existe e é algo e que contagia. Por isso queria muito vir aqui para primeiro rever as pessoas que me são muito queridas e ver que rumo vou tomar na minha vida em 2009, este ano que chega já amanhã.

Minha avó, um dos três vértices da minha família está muito fraca e por mais que isso seja normal para uma pesoa de mais de 90 anos, é algo que me entristece muito. Com ainda 6 meses de Alemanha vou aproveitar o máximo. Quero meter a cara no estudo do alemão ao mesmo tempo ver caminhos futuros interessantes para mim. Vejo todo mundo seguindo seu caminho e não posso ficar para trás. Se surgir qualquer possibilidade interessante de visitar outros países, estudar outras coisas e fazer novas amizades.

Começarei o ano no meu apartamento próprio, sozinho e sem dividir com ninguém. Cada vez acho mais difícil dividir o meu espaço. Essa síndrome de filho único está me abatendo e acho que fico bem só. Isso ao menos facilita a minha vida nômade que quero levar.

No aeroporto esperando embarcar em meu vôo de retorno sinto-me mais seguro da minha decisão. Quero sim voltar para a Alemanha. Deixo pessoas queridas aqui mas se realmente gostam de mim, entendem que sou assim ou então irão neste tempo valorizar a minha personalidade.

Saí triste de Berlim e volto agora, depois de 4 dias de praia, discussões e pazes e rever amigos, com as baterias recarregadas para os próximos seis meses. Por essas e por outras que não importa onde esteja, o Rio sempre será importante para mim. Agora entendo a força da terra natal em cada um. Mais do que nunca.

post Category: Notícias post Comments (1) postDecember 2, 2008

Seattle Cynthia, uma amiga da minha mãe e minha que mora em Olympia, Estados Unidos, me convidou para visitá-la agora semana passada e assim ajudar com o computador dela, além de um evento Rotary e uma exposição de gato. Como ela sabe que eu não tenho cacife suficiente para pagar uma passagem que atravessa meio mundo, ela me deu a passagem com a milhagem dela. Oras, já sou tarado por viajar e surge a oportunidade de viajar de graça, ainda mais para os Estados Unidos na época de compras de natal? PERFEITO! 🙂

Lá fui eu. Viajei literalmente meio mundo por 24 horas. É impressionante como curto a experiência de viajar. Aeroportos, línguas diferentes, fazer malas, gastar dinheiro sem pensar, chorar depois para pagar todos os cartões parcelando em trocentos meses. Ahhh que alegria.

Voei de Continental sem maiores problemas. Melhor ainda por ter a poltrona do lado vazia, o que tornou a viagem mais confortável. Depois de 24 horas viajando, encontrei com a Cynthia no aeroporto de Seattle e fomos para a casa dela.

Para aqueles que, como eu, não sabiam, Olympia é a capital do Estado de Washington, mantendo meio que a tradição americana de que a capital do Estado não é a cidade principal. Uma cidade pequenina e aconchegante mas com pouquíssimos pontos turísticos relevantes. Outro detalhe do estado de Washington é o seu clima; dizem que chove quase 300 dias por ano. Eu dei sorte pois dos 7 dias que passei lá, apenas choveu 1 dia e nos outros, abriu um belo sol, isso sim.

De turismo mesmo, eu só fui no Space Needle em Seattle e foi no melhor dia possível, com o céu todo aberto e o sol raiando, me deliciando com lindos pratos de salmão e um sorvete que soltava fumaça e me fez popular na torre. Além disso, por estar usando um casaco do Brasil, um pastor evangélico cubano veio falar comigo. Coisas que só acontecem com brasileiros, não?

Fazia um tempo que não ia ao USA sozinho e resolvi fazer o meu “tour de force”- Apple Store, Best Buy, Nordstrom, Arby’s, IHOP, cinema. Nossa, como eu amo Arbys. O sanduíche de Beef N’ Cheddar é impossível de se enjoar. Comi 3 deles nessa viagem. Já o IHOP, que decepção. Eu amava as panquecas de lá mas talvez por estar meio metido à saudável, eu achei pesada demais e gordurosa. Nem consegui terminar (talvez por ter pedido a de Blueberry).

Como disse acima fui para lá mais para fazer as compras de natal de todos. Para mim mesmo, não estava de olho em nada de grande valor pois já tinha realizado o meu sonho de comprar o iMac. Mesmo assim, todos sabem que ficar 7 dias nos Estados Unidos é uma maldita tentação. Para piorar, a Cynthia não cozinha em casa, ou seja, almoço e jantar fora todos os dias e como cavalheiro que sou, tenho que pagar a conta dela. Ainda bem que por insistência minha, alguns almoços foram no Arby’s. 😉

Por causa da crise econômica os preços estavam realmente baixos mas nada assim fora da realidade. O que impressiona é que se você pesquisar, acha produtos incríveis. Descolei a loja ponta de estoque da Nordstrom e comprei uma camisa social da Ralph Loren por 10 dólares e um sapato italiano chiquerésimo (de couro, nem sei onde vou suar) por $60. De tecnologia, comprei um novo teclado para o meu Acer Aspire One, com o layout US International porque o alemão não tava dando. Além disso comprei também alguns cartões do iTunes store e dois cabos:  para ligar o meu laptop na tomada do avião e outro para ligar o meu laptop em uma TV LCD ou Plasma (conector HDMI). Meio que me arrependi depois pois gastei com ambos algo em torno de 140 dólares e sequer tenho uma TV dessas aqui. Para piorar, no vôo de volta, nem precisei do cabo de força pois na Northwest (EXCELENTE por sinal) o plug era o tradicional de 3 pinos de computador.

O problema são as compras não-planejadas que depois você se questiona porque comprou. Eu comprei uma daquelas barras de ferramentas de se prender na porta cheia de guéri-guéri, estilo dos produtos da Polishop. Tudo bem, custou barato (20 dólares) mas precisava mesmo? E um mini-aspirador de pó para computador da Red Devil por $14? E um saca-rolhas elétrico por $10? Bem, vai somando tudo isso vc vai ver que gera um gastinho, né? O que mais gastei dinheiro mesmo foi em revista; só no aeroporto comprei $40 dólares e todas as revistas de tecnologia possíveis. Além das do Obama e, como um bom metrossexual, Men’s Health.

Aproveitei também para ir ao cinema, como sempre faço quando vou para os Estados Unidos. O escolhido da vez foi Twilight (Crepúsculo) que assisti em um shopping cercado por adolescentes histéricas. Aproveitei para comer aquela pipoquinha esperta (o pacote menor, claro) e desfrutar de 40 minutos de anúncio antes do filme. Vocês podem conferir a resenha no Movieblog. Escolhi esse filme uma vez que era o lançamento da semana e também por ser um filme que uma grande amiga está ansiosamente esperando. Outro detalhe é que ele é todo filmado nesta região.

Em termos de trabalho mesmo, gastei horas e horas à fio para limpar o computador da Cynthia que estava com um Malware infernal. Além disso organizei a rede sem fio (que ela não usava) e conectei o computador à TV LCD de 42″, assim como comprei e configurei teclado e mouse sem fio. Sexta passei o dia todo montando mesa e cadeiras para o evento de prova de vinho do Rotary, que foi legal mas como estava trabalhando, nem pude usufruir.

Não sei se é a distância ou o fato de não ter realmente nenhum grande amigo por perto mas desandei a comprar presente para todo mundo de natal. Sei que fiz uma lista de pessoas que no final me fizeram ter que carregar mais uma mala e pagar 100 dólares de excesso.

No final das contas, a viagem foi boa. Foi bom rever uma grande amiga e principalmente acertar certos ponteiros em Berlim mesmo. Possibilidades futuras se abriram e uma certeza; 2009, endereço novo.

post Category: Notícias post Comments (0) postNovember 13, 2008

Döner Kebab Se você acha que a comida típica alemã é o salsichão ou o chucrute, pelo menos aqui em Berlim você está enganado. O prato do dia a dia, que o cidadão berlinense comum recorre na hora do aperto e tem um preço em conta é este sanduíche de origem turca que agora é mais alemão que outra coisa.

Toda cidade tem aquela comidinha rápida do povão ou então que é bem característica da cidade. O Rio tem os sanduíches naturais, São Paulo tem o bauru e por aí vai. Para quem acha que é só de lingüiça que a galera de Berlim vive, está redondamente enganado. Apesar da currywurst (em breve aqui) ser algo bem típico daqui, a refeição que domina mesmo cada esquina é o Dönner Kebab.
Importado da Turquia e devidamente adaptado à população local, esta refeição nada gourmet lembra muito aqueles churrascos gregos do centro de São Paulo. Meu pai toda vez que ia a São Paulo, se lambuzava naquela carne de terceira altamente gordurosa e ainda, com um belo sorriso, exibia o refresco “de grátis” que acompanhava, tudo isso por um preço irrisório.

O princípio é o mesmo; um big espeto com várias camadas de carne que fica sendo assada na vertical por uma grelha elétrica. Desse espeto (que pode ser de carne ou de frango) se é descamada uma quantidade de carne que vai para o pão turco quente, com um dos 3 molhos – alho, iogurte ou picante – mais alface, tomate, cebola (crua), repolho vermelho e pepino.

Logicamente a salada é dominante no sanduíche mas até que a quantidade é boa. Eu não curto o pepino e peço sempre para tirar, o que sempre gera protestos dos turcos que me servem, perguntando o porquê que quero tirar. O pão tem uma crostinha quase simbólica e é muito saboroso. A carne, acreditem, não tem muita gordura. Existe uma variação do Döner que em vez do pão, vem enrolado em um pão bem fino, mais fino que o nosso pão árabe, como se fosse uma tortilha mexicana.

Depois de experimentar muitos Dönners por aí, o melhor que encontrei foi o do Antalya, que fica na esquina de Warschauer Straße com Koppernikus Straße por uma simples razão; eles oferecem diversas variações de Döner, entre elas a que vem com o dobro de carne (Doppelfleisch). Isso por módicos €3.50 e te garanto que depois de um desses, estará satisfeito como se fosse uma refeição e com a impressão de que nem está comendo algo tão calórico como um Big Mac, por causa da  salada. Supostamente a carne não é tão ruim quanto se pode imaginar já que o governo alemão controla (é isso aí) a qualidade da carne, impondo certas regulamentações como dizendo que 60% da mesma tem que ser carne pura. Imaginem os outros 40% então ou então como era antes!

post Category: Notícias post Comments (2) postNovember 5, 2008

Barak Obama em Berlim O mundo inteiro se pudesse teria ido às urnas ontem para votar por Obama. Com seu jeito carismático, juventude e excelentes discursos, Obama acabou por personificar uma mudança esperada (e diga-se de passagem necessária) do país (ainda) mais poderoso do mundo. Aparentemente os americanos também querem essa mudança, elegendo não só Obama para presidente mas também maioria democrata no senado e câmara dos deputados. Isso tudo com uma incrível participação nas urnas, lá que o voto é facultativo. Tudo bem, mas e agora? O que esperar? (mais…)

post Category: Notícias post Comments (1) postOctober 31, 2008

Tempelhof Hoje, dia 31 de outubro, uma página da história é virada e não só da história alemã mas com certeza do mundo inteiro. Este que foi considerado pelo grande arquiteto inglês Sir Norman Foster como a “Mãe de todos os aeroportos” vai fechar suas portas.

Um dos mais antigos aeroportos em funcionamento do mundo juntamente com o aeroporto CImpanino de Roma, Tempelhof foi o berço da companhia Aérea Lufthansa (1926). Além disso foi durante muito uma das maiores construções do mundo mas nada disso é relevante comparada à operação da qual foi palco durante 11 meses entre 1948 e 1949. Durante esse tempo, Tempelhof foi a única porta de entrada de tudo para Berlim Ocidental. Com o bloqueio terrestre e marítimo imposto pelos soviéticos, os americanos e os britânicos resolveram comprar a briga e montaram um verdadeiro esquema de guerra para que a cidade de Berlim Ocidental fosse abastecida através de vôos regulares levando mantimentos e tudo quanto é tipo de gênero. Para se ter uma idéia,  aviões decolavam a cada 3 minutos durante 24 horas sem parar, com uma precisão incrível pois não é só a decolagem em si, tem que descarregar, reabastecer taxear e etc. Isso só foi possível pelo trabalho conjunto entre americanos, ingleses e os cidadãos de Berlim. Entendam, menos de 5 anos antes, os mesmos americanos estavam bombardeando Berlim, agora voavam com mantimentos para salvar a mesma população que antes jogavam bombas sobre.

Durante os 11 meses entre 1948 e 1949, Tempelhof foi um exemplo mundial da capacidade humanitária. Não sou ingênuo ao ponto de achar que os americanos só fizeram isso por causas humanitárias. Eu sei muito bem que o motivo principal foi para provar aos soviéticos a capacidade americana mas isso durou 11 meses! Não havia necessidade de jogar balas para as crianças, por exemplo. Foi inevitável para mim sentir um aperto no coração quando visitei o aeroporto ontem para tirar umas fotos. Sei que realmente não existe como mantê-lo funcionando. Ele é tão central quanto Congonhas só que não oferece vôos de grandes aviões e com isso estava operando em um déficit de 50 milhões de euros anuais. Além disso, Berlim tem mais 2 aeroportos além de Tempelhof (Tegel e Shönefeld) e agora o governo está focando em Shönefeld para expandí-lo e em 2011 criar o BBI, Berlin Brandenburg International, um moderno aerporto para atender 20 milhões de passageiros.

O fato que hoje não é prioridade para a cidade de Berlim manter um aeroporto tão central e deficitário. Além de dar um prejuízo de 15 milhões de euros anuais, ele fica tão central que não é capaz de receber determinados aviões de grande porte. Para se ter uma idéia, imaginem Congonhas sem ser naquele pequeno morro, mas sim em um terreno plano. Pois é, este é Tempelhof. Apesar de nunca ter acontecido nenhum acidente, era um termor constante. Como consolo fica a garantia do governo que os edifícios (hall principal e hangares) serão mantidos mas ainda não se tem uma idéia exata do que será feito da enorme área ao redor dos prédios (com 365 hectares, sendo que o prédio principal, sozinho, tem 1.2 kilômetros de comprimento). Tudo leva a crer que será um grande parque ou uma área de lazer para a cidade.

De qualquer forma, o imponente prédio principal estará ali, lembrando à todos o peso opressor do Nazismo que o criou imponente para um louco plano megalomaníaco e ao mesmo tempo, lembrando que se realmente nos esforçarmos, somos capazes de superar traumas antigos por um bem maior, como foi no caso do bloqueio de Berlim.

post Category: Notícias post Comments (0) postOctober 28, 2008

Hertha Berlin Vs Benfica - UEFA's Cup Que eu curto futebol, é algo claro. Mesmo daqui de Berlim eu todo o dia vejo as notícias do Mengão via Internet e escuto os jogos via Rádio Globo na Internet. Era questão de tempo para eu ir a uma partida aqui.

O Hertha Berlin é um time mediano na tabela alemã, não almejando o título mas também não correndo o risco de ser rebaixado. Se eu pudesse escolher um time para torcer aqui, seria o Bayern de Munique (super campeão alemão), Werder Bremen (do craque Diego) ou então Bayern Leverkusen (do Renato Augusto, ex-Flamengo) mas acho importante torcer pelo time da cidade. Semana passada apareceu a grande oportunidade; jogo da Copa da UEFA aqui em Berlim contra o Benfica de Portugal.

Para mim pareceu a oportunidade perfeita. Nunca fui um rato de Maracanã, sempre preferindo escutar pelo rádio enquanto trabalho ou algo assim. Já tinha ido assistir um jogo do Real Madrid contra o Real Betis em Madrid com o Luis mas fui como imprensa e não paguei nada. Neste caso para mim o jogo do Hertha era especial porque seria no Estádio Olímpico de Berlim, o mesmo das Olimpíadas de 1936, ou seja, com um valor histórico imenso e em especial para mim também pois descobri a pouco tempo que meu avô fez parte da delegação brasileira nesta olimpíada e desfilou neste estádio.

Por €32 garanti a melhor cadeira possível, na 4a fileira bem no meio do campo, tudo na maior tranqüilidade. Comprei pela Internet e recebi o meu ingresso em casa sem stress nem nada. Com o ingresso na mão fui procurar minha vestimenta apropriada já que não dá para torcer sem uma camisa do time. Como não queria também gastar muito dinheiro, comprwi a camisa mais barata que encontei na loja do Hertha, €10.

Dia do jogo, pego meu metrô para o estádio e começo a observar outros torcedores no trem. Eu, devidamente paramentado com a minha camisa do Hertha, casaco do Brasil e mochila com minha máquina fotográfica profi pois queria tirar altas fotos e para isso levei até a minha lente tele-objetiva. No metrô, deu para reparar um padrão dos torcedores do Hertha (talvez até dos alemães em gerais); todos em duplas, não usando a blusa aparente (até por causa do frio), sempre com o cachecol à vista e com uma garrafa de cerveja na mão. Acho que se você não tiver uma cerveja na mão, não pode torcer pelo Hertha ou algo assim.

O trem nos deixa na porta do estádio, como a estação de São Cristovão deixa a gente na porta do Maracanã. Logicamente a minha cadeira ficava exatamente do lado oposto da entrada. Aproveitei para comprar um cachecol do Hertha para ficar no clima. Como cheguei 30 minutos antes do jogo, fiquei tirando fotos do aquecimento do Hertha, principalmente do Cícero. Como fiquei gritando e estava com o casaco do Brasil, o Cícero deu um aceno enquanto aquecia.  Tinha uma molecada nas fileiras da frente e ficaram olhando com espanto para mim, talvez achando que eu conhecia o Cícero.

O jogo em si foi chato pra caramba. Para se ter uma idéia, só no primeiro tempo a bola foi recuada para o goleiro 8 vezes. Incrível! E ainda assim, o Hertha conseguiu tomar um gol do Benfica, que veio claramente para empatar. O segundo tempo deu uma esquentada com a entrada do sérvio Pantelic que marcou aos 16 minutos do 2o tempo. Se o sérvio esquentou a partida, a temperatura caía vertiginosamente. Eu estava tremendo de frio e acabei não agüentando e saindo 10 minutos antes do fim da partida por causa do frio. Ainda deu tempo para pedir para tirarem uma foto minha, pelo menos. A vantagem de sair mais cedo foi voltar para casa em um trem vazio, vazio. 🙂

Uma coisa é certa, a experiência foi ótima mas é impossível torcer neste gelo. Só se for no meio da torcida animadíssima e por um preço bem abaixo dos €30 que paguei. Vou é ficar escutando mesmo o Mengão pela Radio Globo online.

post Category: Notícias post Comments (0) postOctober 20, 2008

Kato - Meu trabalho fazendo a luz de shows “I was looking for a job and then I found a job. Heaven knows I’m miserable now.” – The Smiths

Viver só do dinheiro do aluguel do apto do Rio que a minha mãe me manda não está sendo suficiente para manter uma vida de estudante/turista. Por mais que eu controle os gastos perante essa enorme Gomorra de consumo que me enche os olhos todos os dias, estou aqui para viver a experiência, não? Oras, um almoço no Restaurante de hamburgers orgânicos que comentei aqui custou €10. O presunto de rena defumado, €3. Uma suéter 100% lã para o outono ( só trouxe roupa pesada para o inverno, não tinha nada para meia estação) €40. Você somando isso ao aluguel, supermercado, telefone, academia e afim, lá se vão os €900, que por causa dessa crise bancária já se reduziu em 20%. O grande problema é que o meu visto não dá direito a trabalhar. O máximo que posso fazer são bicos ou consultorias.

A Ina, além de trabalhar para um banco e ser produtora de cinema, também toca em uma banda de rock/folk/gótico e assim acabei conhecendo o pessoal da banda dela, entre elas, o René.

René Fischer é um talentoso engenheiro de som com 24 anos que toca sozinho toda a parte técnica de um clube, além de estar se formando em Engenharia de Som e já engrenando uma pós no mesmo tema. Ele precisava de uma mão com as luzes dos shows em que ele fazia o som. O valor por noite seria €50. Como tenho uma tarde “livre” e adoro aprender coisas novas, topei sem ter a menor idéia do que se tratava.

Duas semanas depois eu já estava no clube para assistir um show onde Fabian, um amigo de longa data de René, faria as luzes. O lance é relativamente simples; o clube tem em torno de 20 pares de luzes para Show divididas entre o palco e o público (que as vezes vira discoteca) gerenciados por um dimmer, que é essa mesa da foto com as alavanquinhas. Dessa mesa você controla a intensidade da luz e os botões logo abaixo funcionam como um liga/desliga instantâneo para dar aquela “explosão” de luz a 100% de intensidade pelo tempo que o botão estiver apertado.

A casa ainda tem um par de canhões eletrônicos de luz (o que tem um espelhinho em cima que gira para todos os lados) controlado pelo 2o dimmer. Além disso, sou também responsável pelo fog (a fumaça) pois esta dá o volume a luz.

Os dois dimmers são altamente programáveis, podendo-se montar altas seqüências de luz mas vamos ficar no feijão com arroz. Eu tenho que chegar em torno 3 horas antes do show, ligar todas as luzes no quadro de luz, ver se a máquina de fumaça tá com o fluido, colocar os gels coloridos (com excessão dos canhões, todas as luzes são brancas e precisam de uma folha de um plástico especial em uma moldura para ter cor) de acordo com o estio da banda (hiphop pode ter amarelo, heavy metal vermelho, emo azul e por aí vai). Depois disso marca-se a mesa de luz com uma fita crepe para você saber exatamente onde está cada luz e pronto, é só esperar o Show começar.

Observando Fabian, reparei que na verdade a mesa de luz é quase uma bateria eletrônica, onde fica se apertando os botões das luzes mais ou menos no ritmo da bateria, alternando-se as luzes para criar um efeito legal com a fumaça.

Semana seguinte, minha vez. Foi tenso mas correu tudo bem. Dei sorte pois era um festival de bandas de rock australianas então eu entendia a letra, o que no meu caso facilita a vida pois gosto de uma luz mais teatral seguindo o clima do show em vez de esmurrar os botões para ter algo psicodélico. Acho que isso agradou ao René pois ele me chamou para outro show.

Aos poucos estou me acostumando com o trabalho e preparo as luzes em 15-20 minutos, ficando 3 horas esperando o show começar, dando tempo para escrever todos os textos que  tenho que fazer. O chato que tenho que ficar até que todos saiam pois eu tenho que, literalmente, apagar as luzes mas pelos €€€€ eu faço essa “consultoria”, já que não posso trabalhar aqui por causa do maldito visto. 🙂

Nem tudo são flores. Tem um cara que trabalha (que não vou citar o nome) que fede, mas fede horrores. Mas aquele CC que chega a incomodar. Isso eu nunca tinha visto um fedor que chega a doer. 🙂 E o pior que vou para lá depois da academia, de banho tomado e tudo mais. Resultado que tenho que ficar respirando pela boca em alguns show. C’est la vie.

post Category: Além dos Wienerschnitzels post Comments (0) postOctober 16, 2008

Friedrichshain, onde moro, tem um aspecto sujo, é casa dos mordenex liberais sem dinheiro de Berlim mas tem certos achados gastronômicos incríveis e esse restaurante é um deles.

Frittiersalon é antes de mais nada um restaurante onde todos os produtos usados são orgânicos (aqui chamado de Bio), do pão do hambúrger até a carne do próprio. Seria um equivalente do Joe & Leo’s no Rio sem a ambientação americanizada.

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post Category: Além dos Wienerschnitzels post Comments (1) postOctober 13, 2008

Uma das melhores maneiras (principalmente se você não está sozinho é conhecer a Alemanha de carro. Sem sombra de dúvida esse país conta com um dos melhores sistemas viários do mundo (as famosas autobhans), talvez por isso os melhores carros sejam fabricados aqui (Audi, Mercedes, BMW, Porsche e etc).

As estradas são tão boas aqui que em vários trechos o limite de velocidade é liberado. Isso mesmo, você pode “sentar o pé” no acelerador que não tem problema e pode ter certeza que você verá uma BMW voando baixo do seu lado. Enquanto eu estava tenso dirigindo um VW Golf à 160km/h, alguns possantes me ultrapassavam à 230km/h fácil. É algo tão fora do normal que americanos fazem turismo automobilistico; vem para cá, aluga um super carro só para acelerar pelas estradas. (mais…)

post Category: Notícias post Comments (1) postOctober 11, 2008

Cinema Internacional O grande feriado nacional aqui na Alemanha é o Dia da Unificação, quando foi oficializada a unificação das duas Alemanhas, em 3 de outubro de de 1990. Como um bom turista, fiquei procurando o que fazer, crente que teria parada militar e etc, como o nosso 7 de setembro. Tudo bem que o nosso dia da independência não é mais o mesmo mas o que me lembro de pequeno em Brasília era desfile militar, com os Dragões da Independência, motoqueiros da PE e etc. Era muito interessante. (mais…)