post Category: Notícias post Comments (2) postAugust 29, 2008

Estou sem computador. Quem me conhece bem sabe o quanto sofro por causa disso. Isso explica o meu sumiço do blog por esses dias, o que deixa de péssimo humor pois quero escrever sobre a viagem à Estocolmo, balanço do 2o mês aqui e colocar as fotos online.

Poderia escrever todos esses textos pelo iPhone, como estou fazendo este mas além de ser um processo bem demorado (ainda não me adaptei ao teclado touch e sua correção automática) não tem como postar as fotos pois eu agora estou usando o formato RAW de qualidade de imagem da camera.

Deixei o meu computador para arrumar os auto-falantes e a entrada do microfone no dia 13 de agosto, dia que fui para a Suécia. Quando deixei perguntei quanto tempo levaria para consertar o laptop e me disseram em torno de 6 dias sendo que na pior das hipóteses, 10 dias. Bem, hoje dia 29 completam 15 dias.

Talvez pelo fato do laptop estar ainda na garantia (applecare), eles não tenham muita pressa. O argumento eles para os primeiros 10 dias foi a pesquisa do problema ( que eu já havia dito que teria que trocar a placa mãe) e agora é a espera da placa que será enviada pela Apple. Claro, no Brasil isso também acontece mas é aí que entra o “jeitinho” brasileiro. Quando tive problemas e a assistência não tinha a peça, eu ficava usando o laptop até a peça chegar.

A Ina ofereceu para usar o computador dela, o que faço para acessar o Skype e outros programas que não consigo via iPhone mas me incomoda solenemente. Engraçado, devo ser mesmo muito nerd, para mim o computador é algo muito pessoal, quase como uma escova de dente, não deve ser compartilhado, tanto que no meu apto do Rio eu tinha 3 computadores; o meu laptop, um PC de trabalho e um computador das visitas.

De qualquer maneira acredito que da semana que vem não passa e na pior das hipóteses o meu tão sonhado iMac chega dia 16 de setembro mas mais sobre isso depois. ;)

post Category: Notícias post Comments (1) postAugust 24, 2008

Passando o aspiradorOlha, quem achar que colocar dona de casa em formulário de informação não é emprego, dou um soco hein? Agora que estou curtindo uma fase dono-de-casa, vejo o trabalho que dá.

Como todo mundo aqui em casa trabalha, eu meio que assumi por conta própria os afazeres domésticos, principalmente a parte da limpeza já que cozinhar sou uma negação. O que me quebrou foi o fato que este apartamento não vê uma limpeza pesada faz tempo.

Uma característica bem alemã é; se pode fazer você mesmo, por que pagar outra pessoa? O problema que logicamente só pelo fato que você PODE fazer não significa que você vá fazer bem. Exatamente isso que acontecia com as duas no apartamento.

Perder tempo arrumando a casa é um saco, principalmente quando se trabalha e estuda. Ter empregada aqui é algo quase fora de cogitação então existe milhares de produtos para ajudar.

Neste quase 2 meses fui apresentado à vários utensílios domésticos que não conhecia como máquina de lavar roupa, lavadora de pratos, fogão elétrico e etc. Eu tenho levado essas taefas meio como terapia e confesso que me faz bem ao ego também. Sempre achei que era meio bagunceiro e que juntava multa coisa mas aqui as duas bateram recordes mundiais. Eu achei um headphone que tinha perdido no quarto 6 meses atrás. Já viram, né?

Eu reparei que estava realmente envolvido com a casa quando atinei para os meus hábitos semanais. Toda segunda levo garrafas vazias para o supermercado para reciclar e pego o encarte da semanal de promoções e vou para a academia. No caminho vou lendo as ofertas e na volta eu compro que me interessa. O que me assustou foi quando eu fiquei literalmente empolgado com um produto para facilitar a limpeza de janelas estava em promoção.

Já fiz de tudo aqui, limpeza pesada do carpete com um aspirador industrial, ficar de joelhos limpando o chão da cozinha, lustrar móveis, botar roupa na máquina de lavar e colocá-las para secar, cozinhar pratos simples mas que eu não achava ser capaz de fazer e por aí vai. Agora só falta ser apresentado ao ferro de passar.

Quando se assume esse papel doméstico, é quase impossível não se ficar chato. Imagine você que depois de deixar a cozinha brilhando, não é que me fritam algo e engorduram tudo? E quando entram com sapato sujo da rua no meu carpete? Não é um absurdo? Agora entendo por que aqui é costume tirar os sapatos quando se entra na casa dos outros.

Por isso agora valorizo e tenho grande estima pela Rose, minha santa empregada por anos que me aturou todo esse tempo no Rio.

Fatos surpreendentes da vida doméstica alemã (pelo menos para mim).

- Lixo orgânico é separado do não-orgânico.
- você mesmo tem que levar o lixo para a lixeira do prédio. Lá você tem que separar o que é reciclável (plásticos, embalagens de produtos e etc), papel, vidro branco, vidro marrom, vidro verde e lixo orgânico. Se você quiser jogar fora um eletro-eletrônico, tem que levar a um depósito de lixo municipal.
- tem um tablete que se joga na privada e se deixa por 2 horas para se desinfetar completamente o vaso.
- o fogão elétrico é muito mais complexo de se cozinhar que o a gás pois quando se desliga, por exemplo, ele não zera a temperatura automaticamente e sim vai esfriando aos poucos.
- reciclar garrafas de plásticos (PET) é um bom negócio. Uma garrafa de 2 litros vale 25 centavos de euro, que obviamente você pagou na hora da compra.
- para se lavar a roupa, tem produtos específicos para cada tipo de mancha (sangue, comida, tinta) e etc.
- se tem uma maneira específica de se colocar a louça na máquina.
- colher de pau não se coloca na máquina de lavar louça.
- aqui é comum ter um “fervedor de água” elétrico. Tem lógica pois ele ferve 1 litro de água em 4 minutos.

post Category: Dicas para se viver fora post Comments (0) postAugust 22, 2008

- A Alemanha não é o Brasil! – Temos a tendência de comparar onde estamos com o que estamos acostumados e isso é muito ruim. A partir do momento que resolvi viver aqui por este tempo, tenho que aceitar a vida como ela é e não ficar frustrado porque não é como no Brasil. Se aqui não tem empregada, uma droga mas tenho que limpar a casa e cozinhar. Não tem elevador no prédio? Bem, vou ficar forte de tanto carregar litros de água 4 andares. Comecei a reparar que estava ficando um chato de galocha por ficar reclamando destes fatos o tempo todo. Oras, se a vida é assim aqui, tenho que aceitar ou então devo voltar para o Brasil. Vale dizer que se tem coisas “piores” que o Brasil, tem coisas MUITO melhores. Aqui sinal vermelho quer dizer parar mesmo e não acelerar. Beber e dirigir? Nem pensar! Onde poderia imaginar andar com o meu iPhone lendo o jornal pela rua às 2 da manhã no Rio de Janeiro? Ou mesmo TER um iPhone? Se aqui não tem o “jeitinho” brasileiro, tem outras coisas muito mais interessante. Como um bom visitante, lembre-se de enaltecer isso aos seus amigos locais (seja isso na Alemanha ou em qualquer outro país), isso mostra educação e preparo internacional seu.

post Category: Notícias post Comments (1) postAugust 21, 2008

Já comentei aqui sobre o papel da bicicleta na cidade de Berlim e sobre os meus planos de entrar nessa de usar a bicicleta para tudo quanto é lugar.

Depois de pesquisar muito no ebay, acabei comprando uma bicicleta por um preço muito bom, €130 lá no Ebay. Logicamente eu sabia que uma bike zeradinha por esse preço seria bem simplezinha, mesmo assim ela tem amortecedor frontal e traseiro, algo que sempre quis em uma bike. Depois de pagar, recebi a confirmação do envio e em 3 dias chegou pelo correio. Incrível, não? Uma bicicleta inteira chegando pelo correio foi para mim no mínimo pitoresco.

Já fiquei preocupado quando abro a caixa e reparo que a bicicleta veio apenas semi-montada. Enquanto os alemães curtem essa de “faça você mesmo”, eu sou ainda do estilo meio feudal onde prefiro pagar alguém que já fez isso trocentas vezes e tem mais conhecimento de causa que eu. Como estou numa de “viver como os locais” fui lá eu montar o raio da bike.

Realmente não é difícil montá-la mas como não tenho experiência, fico na dúvida se estou fazendo corretamente. Tive que colocar o guidão, celim e a roda da frente. Essa que foi a complicação; o raio do freio da frente. Ele simplesmente não funciona. Alienei pois afinal o freio traseiro funcionava. Coloquei os pára-lamas e fui á loja de bicicleta para encher os pneus.

Já fiquei decepcionado quando na loja de bike o cara me devolveu os €5 que paguei para ele ajeitar o freio falando que a bike era muito vagabunda e o freio não tinha conserto. Bem, enchi os pneus e na hora que fui montar, eu LITERALMENTE esbarrei no pára-lamas traseiro e puft, quebrou. Vai ser vagabundo assim lá em Hamburgo.

Como disse, aqui se rouba muita bicicleta então investi em não uma mas duas trancas! Uma poderosa ABUS e outra corrente simples.

Bem, eu continuei usando a bike (tudo que falei aí em cima foi em um dia) até o dia antes de viajar para Estocolmo. Fui deixar a Eve (o meu lindo Apple Macbook Pro) para arrumar um defeito antigo na placa de som. Algo assim como 10 quilometros aqui de casa. No meio do caminho, na famosa Unter Den Linden, depois de comprar o presente do Victor, comecei a sentir o pedal esquerdo bambear. Parei e tentei ajustar, logicamente com a mão não dava, precisva de uma chave de rosca. Tentei levar e na avenida 27 de Julho, me cai o pedal. Por sorte, nada aconteceu comigo, imaginem se eu caísse com o meu laptop nas costas? Teria um treco. Tive que deixar a maldita acorrentada à estação e fui deixar o laptop.

Uma coisa que com certeza não curto é andar de bike dentro do metrô, ainda mais em hora de rush mas lá fui eu com a maldita.

O que me entristece é que realmente gostei da bicicleta mas ela é muito vagabunda. Me sinto uma mulher de malandro. A gota d´água foi agora nesta volta de Estocolmo. Fui tentar arrumar o pedal e vi que as ranhuras da rosca do pedal, não sei como foram desgastadas e foi praticamente impossível rosquear de volta, só consegui aplicando muita força e adivinhem o que aconteceu? Quebrou a chave de rosca que veio com ela. Depois dessa, mandei um e-mail para a loja que comprei via Ebay e pedi o dinheiro de volta.  Eles falaram que mandariam buscar a bicicleta mas querem a caixa de volta. Oras, quem guarda uma caixa daquele tamanho em casa? Vamos ver no que vai dar.

Um típico exemplo do “barato sai caro”. Não sei nem se vou investir em outra. Agora que em setembro começo o meu curso de alemão, eu posso comprar um ticket de trem mensal por €55 e como trem pode ir a qualquer lugar (e vale também para ônibus e bonde) e como o inverno está chegando, talvez opte por essa solução. Vamos ver…A minha bike nova e vagabunda.

post Category: Notícias post Comments (1) postAugust 15, 2008

Uma pausa nas minhas peripércias na Alemanha para falar sobre este incrível evento que participei.

Estou curtindo umas férias das minhas férias aqui em Estocolmo na casa do meu ex-aluno (e amigo) Victor Olsson por 5 dias e hoje tive a oportunidade de assistir o musical (a peça, nao o filme) Mamma Mia! com o elenco original inglês no Globen, um grande espaço de shows aqui da cidade. Para quem ainda nao sabe, este musical (que surgiu exatamente em Londres) foi criado baseando-se nos clássicos pops do grupo sueco ABBA.

Nunca fui fa da banda mas assim como todo mortal, conheço uma pá de músicas deles e juro para você, o musical emociona e diverte pacas. Nunca tinha prestado atençao nas letras da banda mas como a peça as usa para contar uma história, vc consegue reparar como determinadas letras sao elaboradas, como “Knowing Me, Knowing You” e “The Winner Takes it All”.

Acho que o mais especial foi assitir aqui em Estocolmo, afinal de contas, aqui é a casa do ABBA. A platéia estava claramente contente com tudo e a energia era muito boa. Investi em bons lugares e aproveitei muito o som fenomenal e me soltei (mas nao abichalhei, hein?) até cantando alguns trechos e ficando de pé no final cantando Mamma Mia! com o elenco todo. Foi extramente divertido.

Estarei de voltar em Berlim no dia 19 e já estou com um post quase pronto sobre a minha vida de dono-de-casa, que barra pesada.

Nao posso deixar de falar como Estocolmo é linda. Uma das capitais mais lindas europeias. Com seus canais cortando a cidade inteira e seus prédios perfeitamente conservados e sua populaçao surpreendente missigenada (nao tem só loiro aqui nao!) foi uma supresa agradabilíssima. Estou adorando!

post Category: Notícias post Comments (2) postAugust 11, 2008

Me eating horse sausage.Nome complicados esses, não? Bem, um dos motivos de ter vindo aqui para a Alemanha passar 1 ano era exatamente conhecer o máximo possível deste país que é a 3a maior potência econômica (atrás dos EUA e do Japão). Volkstrott, a banda que sou meio roadie/groupie já que são de amigos meus, está gravando o  segundo CD deles. Com isso, os instrumentos “clássicos” como o violino e a gaita-de-foles foram gravar em estúdio lá na Bavária, em uma cidade chamada Straubing. Para conter custo e ao mesmo tempo ser algo diferente para mim, chegaram a um consenso que seria interessante ficar em uma “pousada rural”, o que na verdade é uma casa de família em um vilarejo que os donos alugam o que seria o 2o andar. Me convidaram para ir (logicamente isso ajuda na hora de dividir os custos de gasolina e hospedagem) e eu só fiz uma exigência (chato eu, não?); que tivesse internet. Não é que encontraram uma que tinha?

Daqui de Berlim até a porta da casa que íamos ficar (que na verdade é em um lugar chamado Linderhof, menor ainda que uma vila) dava 5 horas e 40 de viagem. Saímos daqui por volta de umas 8:30 da noite no carro da Ina que é um Golf velhinho mas potente (1992). Como era tarde e a galera ainda iria ter que gravar no estúdio de manhã, me voluntariei para dirigir, até porque queria ter a experiência para dirigir na tão falada Autobahn (as estradas alemãs).

Para quem não sabe o motivo da fama, vou logo dizendo, é outro nível. Tudo bem que hoje aqui na Europa as estradas estão mais ou menos niveladas, todas em muito bom estado. Estive agora à pouco em Portugal e a estrada de Algarve para Porto é um passeio no parque, de ótima qualidade, cruzando o país inteiro. Acontece que as estradas alemãs foram feitos para os carros alemães e vocês sabem quais carros eu estou falando, não? BMW, Mercedes, Porsche e Audi. Quase nenhuma curva, asfalto maravilhoso e altamente sinalizada, sem contar que cruza o país inteiro em todas as direções.

Reza a lenda que aqui não tem limite de velocidade. Não é verdade, mas também não é mentira. Eles fazem o seguinte aqui; a maioria dos trechos onde pode-se haver um risco para alta velocidade (perto de cidades, poucas faixas de rolamento, pontes e etc) eles limitam a velocidade, entre 80 e 130 Km/h. Nos retões, eles sugerem 130 km/h. Isso mesmo, sugerem. Quer dizer que se você quiser, pode enfiar o pé na jaca. Oras, se vcoê tem um Audi TT, vai seguir essa sugestão? Claro que não né? Com isso, não é difícil ver alguém mandar 250 km/h e passar como uma flecha ao seu lado.

Eu sou bem comedido com carros, nunca fui de correr. Tomei umas multas de velocidade no Rio pois estava a 80 em lugares de 60 e etc mas nunca fui daqueles de testar limites do carro. É até engraçado isso mas uma vez viajando com a minha mãe por Portugal, de Lisboa para o Porto, estava à 130, velocidade limite de acordo com as placas, e simplesmente todos os carros me ultrapassavam. Por mim tudo bem, estava na faixa da direita, sem nenhum problema; até que um carro da polícia rodoviária passou ao meu lado e mandou eu acelerar, porque estava muito lento.

Aqui até por causa dos outros carros, você também vai na onda e cheguei a estar a 150 km/h, o que para mim é o meu recorde mundial. Não curti muito pois não sou cara de correr então fiquei com a adrenalina lá em cima, o que foi bom para me manter acordado. O bom é que os alemães dirigem excelentemente bem. Não vi nenhuma barbeiragem e simplesmente nenhum acidente em todas as vezes que estive aqui. (Mais sobre isso na página sobre curiosidades da Alemanha em breve aqui).

O hotel em si é ótimo! Era um apartamento todo montadinho! 3 quartos, banheiro, sala/cozinha e varanda. No meio do nada. Me senti no meio do filme Noviça Rebelde. E não é que tinha realmente WiFi? Muito bom!

No dia seguinte, fomos à Straubing. Enquanto eles gravavam fui dar um passeio pela cidade. Não é grande como Munique, claro mas também não é pequeno. Achei legal pois fica às margens da parte alemã do mítico rio Danúbio, que de azul não tem nada. Inclusive, estava em uma época de seca e ele estava bem rasinho, como vocês podem ver pelas fotos aqui no blog. De ponto alto da cidade é praça proncipal Ludwigsplatz, onde tem uma torre municipal medieval e a igreja que nem consegui entrar pois estava sempre fechada quando passava por lá.

Mesmo sendo do interior da Bavária, Straubing é a grande detentora do que eles fazem questão de afirmar à todo momento; o 2o maior festival folclórico da Bavária depois da Oktoberfest. Para a minha sorte, ele iria começar exatamente este fim-de-semana que estava ali. Tinha posters pela cidade inteira sobre o tal do festival com nome complicado (Gäubodenvolksfest) e o mais interessante foi ver que praticamente todas as lojas de roupas vendiam os trajes típicos bávaros, para os homens o lederhose, que é uma bermuda de couro/camurça com suspensórios e uma camisa de flanela quadriculada vermelha e branco ou azul e branco. Para as mulheres, o dirdnl é um vestido estilo ao típico português que estamos mais acostumados; saia longa, com avental, decote quadrado com detalhes bordados. O mais interessante são as variações femininas deste vestido, tem até mini-dirdnl! (tirei até foto). Para se ter uma idéia do que estou falando, até a C&A do centro da cidade tinha uma seção só para vender essas roupas e era o que dominava a vitrine. Aqui está um site que mostra um pouco mais desta moda folclórica (tem uns vestidinhos que são até bem sexy, tenho que dizer).

O festival em si é meio pitoresco. É uma parada com vários … grupos da cidade. Grupos no sentido; escola de dança, jardim-de-infância, clube dos motoqueiros, cervejaria tal e etc. Desfilam em um estilo meio militar, com roupas típicas e jogando balas para tudo quando é lado. Nada comparado com nossas tradicionais festas folclóricas, como o São João.

Depois da tal parada, que dura algo em torno de 1 hora e pouco, todos vão para o “parque”. Seria uma grande quermesse mas de alto nível. É enorme! Para se ter uma idéia, levei 2 horas andando devagar (sem parar) para ver tudo que tinha. E tem de tudo, desde brincadeiras, até tiergartens (restaurantes com mesas coletivas para se encher a cara de cerveja e comer comida gordurosa alemã e ficar cantando). Os brinquedos estilo parque de dirversões são altíssimo nível, melhor que os do Terra Encatada do Rio, tenho que dizer. Tinha até um Kabum, para se ter idéia. Fiquei abismado como estava cheio de gente e o mais interessante, a grande maioria trajando as roupas típicas! Mesmo estando bem “patriótico” com a minha camisa da Alemanha, estava claro que eu era turista. Talvez por ser o 2o maior festival da região (todas as pessoas me falavam isso quando engajava em uma conversa) tinha poucos turistas, a maioria era alemã mesmo e por isso meio que se assustavam quando filmava e tirava fotos. Não deve ter muito brasileiro por aqui.

Os tiergartens chegam a ser assutadores. Centenas de pessoas cantando músicas de bebedeira, com canecos de 1 litro de cerveja, subindo na mesa e etc. Já tive um gostinho do que vai ser o Oktoberfest. Se eu quiser uma mesa, vou ter que começar a beber às 10 da matina.

A comida foi um ponto alto do festival. Eles servem de tudo. Ganhei de uma menina (sabe como é, esse sorriso aqui….) ;) um coração de pão-de-ló (eu acho) coberto com chocolate que tem que se ficar andando com ele no pescoço. Experimentei também uma salsicha de carne de cavalo, que tem um gosto pitoresco mas me deixou meio com peso na consciência pois me lembrei da Tiffany, Chuí e Gandola, cavalos que tivemos/montávamos. Tinha também peixe inteiro na brasa mas o que mais gostei foram as castanhas caramelizadas, que já sou fã desde o Brasil.

É bem legal o festival, curti muito. Agora estou louco para ir no Oktoberfest. Tenho que garantir logo o meu Lederhosen mas acho que devo alugar um por lá já que comprar custa 200 euros e não vou pagar isso para 1 dia só.

INFO:

- De Berlim até Straubing foram 550 kms.
- A gasolina aqui custa em média €1.45 por litro

post Category: Notícias post Comments (2) postAugust 8, 2008

10 dias após completar 1 mês que realmente moro na Alemanha ainda me sinto meio turista. Tudo bem que pouca gente volta 6 vezes para a mesma cidade no espaço de 2 anos mas com certeza um “local” eu não sou. Resolvi fazer um balanço geral de como foi este mês, tanto no aspecto prático (financeiro, logístico e etc) como no psicológico (relacionamentos, solidão, vínculos e etc).

Abrir mão de onde de uma estrutura toda montadinha ao longo de anos é muito difícil. Eu simplesmente amava o apartamento que morava. Ali, no coração de Ipanema, na quadrinha da praia, puxa, que beleza. Acontece que não tinha mais como bancar sozinho com o meu salário de professor e teria que ir para um menor, talvez nem mesmo em Ipanema, onde praticamente morei a minha vida inteira quando estive no Rio. Essa foi uma das minhas “forças motrizes” para vir morar em Berlim.

Mesmo rachando o aluguel aqui, ainda não sinto que a casa é “minha”. Sou um convidado. Nunca fui dos caras mais organizados mas a bagunça que imperava na casa me incomodava. São costumes diferentes, isso eu não tenho dúvida mas até onde eu saiba, os alemães são conhecidos pela sua organizaçào. Dei o azar de ir morar com duas meninas que não seguem muito essa tradição. Como aqui empregada é um artigo de altíssimo luxo, tudo tem que ser feito por nós (leia-se, eu), Não me importava em ajudar mas resolvi tomar para mim a parte de limpeza pesada, já que cozinhar sou uma negação. Está sendo uma experiência boa pois é algo que nunca tinha feito e com certeza a gente valoriza mais e percebe também quando a empregada dá aquele “migué” na limpeza. Agora no fim do mês, a Steffi se mudou e irei tomar posse do que era o quarto dela. Antes disso, fiz uma limpeza pesadíssima (vide próximo post). Talvez aí eu me sinte mais “dono” das coisas. Pelo menos, terei um canto onde as coisas serão do meu jeito.

Em termos financeiros acho até que me segurei bem. Gastar é inevitável pois mesmo não precisando montar um aoartamento, tem-se gastos diários. Determinadas coisas para mim eram fundamentais, como fazer ginástica em uma academia que falasse inglês (82 euros por mês). Me dei certos luxos como por exemplo comprar um iPhone.(145 euros) e também quis presentear as pessoas que amo mandando coisas daqui que sei que as fariam felizes (no total algo em torno de 100 euros).

Na faixa dos gastos quase obrigatórios, entrou o upgrade do meu laptop para eu poder editar o meu filme (300 euros com a mão-de-obra) e uma bicicleta para meio de transporte (130 euros e falarei mais em breve).

Tem coisas que não tem como escapar como supermercado/comida, transporte, telefone, aluguel e etc. Antes de vir para cá, me informei e calculei em torno de 1000 euros por mês para existir, sem contar luxos. Por isso apertei bem o cinto nos ultimos 6 meses de Brasil para fazer um pé de meia legal para me manter aqui e aproveitar.

Não vim para a Alemanha para ficar enfurnado dentro de um apartamento e sair é praticamente igual à gastar. Cabe a nós optimizar tais gastos. Evito restaurantes, não compro roupa e me seguro muito em DVDS (a minha mania e paixão) mas também quero me socializar então 1 vez por semana vou jogar volley de praia com uns amigos (3 euros) fui à Ópera com outro grupo (30 euros) e fui ao cinema no dia mais barato (5.50 euros). No supermercado evito comprar produtos caros e sempre vou no mais barato mas tem coisas que não consigo evitar. Eu sou um chocólatra e sempre tenho que comer um quadradinho então em casa sempre terá uma barra de Milka (79 centavos).  Aproveito estar aqui para experimentar outros luxos como iogurte grego (1.70), azeite de oliva puro espanhol (4,50 o litro), presunto ibérico (2 euros 100 gramas) e o quark alemão (60 centavos o pote). No total, gastei de supermercado algo em torno de 200 euros, lembrando que não compro coisas só para mim e sim para a casa também, como produtos de limpeza.

Mesmo usando o Skype, um bom dinheiro vai para o telefone. Uma ligação do Skype que é re-direcionada para o celular alemão fica em 20 centavos de euro por minuto. Se atendo no computador, ótimo, não pago nada mas se atendo na rua, o “taxímetro” roda. É um mal necessário ainda mais neste primeiro mês que larguei o pepino da mudança na mão da minha mãe (santa mãezinha!). Eu imagino como a vida era pior sem regalias como o Skype-In (permite-me ter um número local no Rio de Janeiro que as pessoas de lá ligam e toca aqui em Berlim). Bote nesta conta também o transporte de trem (75 euros andando muito à pé) e aí está onde vai o dinheiro. Quem quiser mais informações ou algo mais específico, é só perguntar.

No fim das contas, acabei gastando mais ou menos o que imaginava. Mais do que o mensal previsto, mas nada fora do planejado. Mês que vem mais dinheiro deve ser gasto pois mal ou bem, tenho que arrumar o quarto para mim e para visitas.

Na parte emocional, as coisas foram mais complicadas. Por mais que tentem te fazer sentir em casa, é diferente. Já me acostumei a me virar sozinho e depender pouco da atençào das pessoas mas volta e meia bate aquela saudade de casa e quando falo casa não é da cidade do Rio e sim do meu canto, onde ninguém te incomoda, você faz o que quer e etc. O fato também de não saber a língua fluente me enerva pois uma pessoa muito verbal e nem todos aqui falam inglês. Como posso despejar o meu humor irônico se ninguém entende a ironia?

Essas crises são pontuais e nada que 10 kms de corrida na esteira não amenizem. O outro aspecto é ótimo também. Por estar sozinho e não entender nada do que é falado, eu me apego à detalhes. Fico observando maneirismos, estilos e características dos alemães assim como sua cultura. Berlim é a cidade dos contrastes. De um lado a cidade moderna, metropolitana representada por Potsdamer Platz. Do outro, a rebelde, anárquica, bem ilustrada pelo bairro iminentmente estudantil de Friederischaim. Os meus passeios à pé me permitiram ver um pouco do dia-a-dia da cidade e tirei muitas fotos para representar isso.

Eu amo cultura. Adoro história e poucas cidades no mundo poderão me dar mais disso que Berlim. Meu trabalho de monografia da faculdade de Relacões Internacionais foi exatamente um paralelo traçado de Berlim com praticamente todos os acontecimentos do século XX e o seu papel agora neste novo século e principalmente da União Européia. Toda vez que me sinto triste e falta do contato daqueles que amo, me lembro disso e porque estou aqui.

Essa não é a minha primeira experiência morando fora do Brasil mas talvez esteja velho demais para isso (soa exagerado para alguém com 30 e pouco s mas… ). De qualquer maneira foi apenas o primeiro mês. A tendência é melhorar daqui para frente.

Estou escrevendo uma lista de regrinhas importantes não só para me ajudar mas para servir de dica para quem for morar fora, independente da idade que tenha. O primeiro ítem da minha lista de regras é:

- A Alemanha não é o Brasil! – Temos a tendência de comparar onde estamos com o que estamos acostumados e isso é muito ruim. A partir do momento que resolvi viver aqui por este tempo, tenho que aceitar a vida como ela é e não ficar frustrado porque não é como no Brasil. Se aqui não tem empregada, uma droga mas tenho que limpar a casa e cozinhar. Não tem elevador no prédio? Bem, vou ficar forte de tanto carregar litros de água 4 andares. Comecei a reparar que estava ficando um chato de galocha por ficar reclamando destes fatos o tempo todo. Oras, se a vida é assim aqui, tenho que aceitar ou então devo voltar para o Brasil. Vale dizer que se tem coisas “piores” que o Brasil, tem coisas MUITO melhores. Aqui sinal vermelho quer dizer parar mesmo e não acelerar. Beber e dirigir? Nem pensar! Onde poderia imaginar andar com o meu iPhone lendo o jornal pela rua às 2 da manhã no Rio de Janeiro? Ou mesmo TER um iPhone? Se aqui não tem o “jeitinho” brasileiro, tem outras coisas muito mais interessante. Como um bom visitante, lembre-se de enaltecer isso aos seus amigos locais (seja isso na Alemanha ou em qualquer outro país), isso mostra educação e preparo internacional seu.

Que venha o próximo mês! Agosto, estou pronto para você!

post Category: Notícias post Comments (1) postAugust 3, 2008

Um dos meus sonhos de consumo aqui na Alemanha era comprar um iMac de 24″. Sempre tive afim e agora tenho até o dinheiro mas acabei “medrando” na hora H. Afinal, é um investimento de 2 mil euros. Como não tenho pressa, fiquei pensando como poderia então trabalhar na edição do meu filme já que o meu HD estava lotado e muito difícil de trabalhar no disco externo. Aqui no representante oficial da Apple (pois é, aqui não em loja da Apple), um HD de 320Gb custa €110 mais €80 para instalar e mais €80 para  transferir os dados. Já que ia investir em um upgrade, resolvi logo investir pesado e aproveitar para testar uma coisa.

Segui a dica do meu guru Gui Leite e comprei um HD no site americano Other World Computing de 500Gbs e mais um case para colocar o meu HD antigo para servir de backup. Isso tudo mais o envio expresso dos USA, ficou em 330 dólares. O meu teste foi exatamente ver como funciona a alfândega daqui. O HD chegou (depois de mandar até foto minha segurando o passaporte para a loja acreditar que era um cartão brasileiro comprando um HD nos Estados Unidos para enviar para Berlim) em 4 dias e tive que pagar €48 de imposto o que flutua em 23% do valor total. Ainda vou descobrir precisamente qual é a tarifa de importação e como funciona mas de qualquer forma, aqui não existia para vender HD de 500gb, acabou sendo um bom negócio.

Deixei o meu computador na Gravis (a representante oficial da Apple) e no dia seguinte já estava pronto. O que levou mais tempo mesmo foi voltar todos os dados para o computador. Nossa senhora, foram 5 horas de transferências e pequenas configurações mas aparentemente tudo funcionando. Ufa! Agora vou dar um super gás na edição do meu filme até porque não tenho mais desculpas. :)

post Category: Notícias post Comments (1) postJuly 27, 2008

Aqui estou eu, direto de Ipanema em uma praia de alemão. Pois é, aqui eles curtem praia em qualquer beirada de água. Para mim, aqui é um bosque na beira de um lago (na região de Grünau) mas tem várias famílias e casais curtindo um sol às 5 da tarde, inclusive tendo um pedaço reservado para nudismo. Bem, não tem areia então para mim não é praia mas pelo menos dá para curtir um sol.

photo

post Category: Notícias post Comments (1) postJuly 26, 2008

Uma das coisas que é clara aqui em Berlim é; use carro somente em últíssima necessidade. O sistema de trens aqui na cidade é incrível, simplesmente te leva à tudo quanto é lugar. Se o trem não chega exatamente à porta da sua casa, vá de bicicleta (inclusive dentro do trem). O pior que isso é verdade. Se observar, verá que tem bicicleta em tudo quanto é lugar e não é só jovem que usa não, tem os executivos de terno e gravata, vovós e vovôs, todo mundo.

Para mim é algo complicado de aceitar. Eu tenho na minha cabeça que bicicleta é um exercício e não um meio de transporte. Não consigo me ver de calça e camisa social chegando à uma ópera de bicicleta. Tanto a Ina quanto a Steffi falam que isso é bobeira minha, que tenho que superar.

Outro detalhe que me intimida sobre bicicletas aqui em Berlim é o fato delas serem roubadas. É isso aí, aqui tem crime sim! Pouco mas tem e um dos mais comuns é o furto de bicicletas. Imagina gastar uma grana e ter a bicicleta roubada?

A bicicleta velha da InaA Ina ofereceu a bicicleta velha dela para eu usar. Já fiquei ressabiado pois detesto usar coisas velhas, ainda mais uma bicicleta modelo feminina. Como ela disse que era preta, fui olhar. Acontece que a bicicleta é da época que ela fazia 2o grau! Tem mais de 10 anos! Os pneus carecas, freios não funcionando e etc. Como aqui as coisas não enferrujam (é tão bom não ter maresia, pelo menos) o quadro em si estava ótimo. Resolvi levar para a oficina para checar. Para consertar tudo (trocar pneu, arrumar freios e até ajustar a marcha que ela tem) ficava em 75 euros. Na loja, as mais baratas ficavam em torno de 200 euros.

Eu tenho a teoria que se é para comprar algo, compre algo bom pois todas as vezes que me metir a economizar muito para algo que era muito importante, me dei mal. Entre usar uma bicicleta feminina de 13 anos pagando 75 euros, comecei a pensar o que fazer. Sim, decidi que preciso de uma bike e para isso dois fatores me ajudaram.

No dia que estava esperando a liberação da TMobile do meu cadastro para o iPhone, fiquei tomando um chocolate quente no Starbucks que fica exatamente em frente ao portão de Brandemburgo. Ali na Pariser Platz ficam os consulados americanos (recém inaugurado) e o francês. Pois bem, como era 5:00 PM, o pessoal foi saindo dos consulados e reparei um grupo de funcionários do corpo diplomático francês saindo batendo o maior papo. Todos altamente bem vestidos com ternos impecáveis caminharam um pouco, se aproximaram de um estacionamento de bicicletas, cada um pegou a sua e seguiu o seu caminho. Oras, se um diplomata francês pode andar de bicileta de terno, eu também! :)

Outro detalhe que me fez rever os conceitos foi a economia. Por um ticket de trem válido por 1 mês, eu pagaria 76 euros. Pagando 200 euros em uma bicicleta, até o inverno eu teria já compensado o custo, além de fazer um exercício extra e as vezes até chegar mais rápido onde eu queira.

Comecei a olhar então em biciletas no e-bay alemão com a mentalidade de não gastar mais de 170 euros. Achei modelos espetaculares. Vamos ver se eu consigo encontrar uma. Caso negativo, continuo com as minhas andanças por aí (que estão me dando uma dor nas costas incríveis, diga-se de passagem).