post Category: Notícias post Comments (2) postJuly 24, 2008

O texto que eu tinha escrito para o meu blog acabou de ser publicado no GloboOn. Fiquei muito feliz. Mãe, viu?!?! A Faculdade de Relações Internacionais serviu para alguma coisa. ;)

Aqui tem algumas fotos do evento.

post Category: Notícias post Comments (1) postJuly 23, 2008

O que mais tenho dificuldade em me adaptar aqui é o esquema de comida. Logicamente não tenho a mordomia de ter uma empregada e até mesmo filar comida dos outros é difícil pois raramente a Steffi ou a Ina estão comendo em casa. Minha alegria é o fim-de-semana pois é quando ambas estão e ai rolam pratos completos.

Nunca cozinhei. Bateu o desespero logo que decidi vir para cá. Com isso recorri aos amigos hábeis na cozinha (Chris, obrigado pelas receitas!) e à minha mãe. Fiquei treinando o básico em casa como por exemplo como refogar, fazer um arrozinho básico, um pudim de leite condensado e por aí vai.

Aqui na Alemanha se come mal. Ou melhor, se come mais saudável com muito menos carne. A carne aqui é a de porco pois a de vaca é muito ruinzinha (toda entremeada, pior que a nossa carne de 2a). Isso para mim é a morte já que comia carne todo o santo dia no Rio.

A minha primeira tentativa foi fazer um frango seguindo uma receita da minha mãe. Um fracasso. O frango ficou meio cru, as batatas não cozinharam no molho de tomate e ainda por cima queimei o arroz.

O arroz é um caso à parte. Comprei uma caixa de arroz e achei o máximo que ele vem embaladinho em 4 saquinhos de 125 gramas cada. Eu crente que era para porções individuais. Até que eu vi a Ina cozinhando; esses saquinhos são para cozinhar!! Se joga dentro de uma água quente e deixa lá por uns 20 minutos e pronto. Eu fiquei intrigado pois aí o arroz não fica com gosto de nada! Por isso não comem arroz aqui tanto quanto nós.

No desespero para comer boa carne, eu descobri que vários açogues aqui também são pequenos botequins e servem PFs, claro, à base de carne. Tem um pertinho aqui de casa e passei lá depois da academia. A Ina e a Steffi já tinham me dito que a comida era farta e saborosa. Quando entro, dou de cara com um belo peso de carne na geladeira e uma big etiqueta : “Bife argentino, €3.50 100 gramas”. Isso mesmo, aqui é por 100 gramas que pesam as carnes, para vocês terem uma idéia. Mas era um bife lindo, grosso, todo rosado com aquela capinha de gordura na borda. Não titubeei, pedi 2. A mulher do açogue até me avisou que eles eram pesados mas nem quis saber. Morri em € 11.00. Ali mesmo eu comi o macarrão com goulash (pedaços de carnes temperados) que estava muito bom, diga-se de passagem.

Neste domingo passado foi o dia que tanto esperava. Esperamos a Steffi sair (claro, só tínhamos 2 bifes e eu não iria dividir o meu, com certeza) e fomos para a cozinha. A Ina fez umas batatinhas noizettes com alecrim, alho e cebola. Aí aproveitei o azeite (isso mesmo! as batatas foram fritas no azeite! Aqui é beeeeem mais barato que no Brasil) selei a carne e deixei só o suficiente para deixar ela ligeiramente tostadinha por fora.

Meu Deus do céu. Quase chorei de emoção. Sei que não foi mas senti como se fosse o melhor bife do mundo. Derretia na boca. Nem me importei que era agentino e não brasileiro e curti o meu prazer.

Eu vou é comprar esses bifes 1 vez por mês só para manter os prazeres da carne. :)

Bife Argentido

post Category: Notícias post Comments (0) postJuly 21, 2008

U2 3D

Chegamos em cima da hora, claro mas conseguimos pegar o filme desde o início, o que me deixou bem feliz pois o filme é incrível (podem ler mais no movieblog sobre o filme).

Depois do filme, que foi bem curtinho (com 85 minutos) e fomos comer uma coisinha no Billy Wilder, um restaurante que fica pertinho do cinema ainda na Potsdamer Platz.

Eu particularmente adoro essa região da cidade. Além de ser “nova”, tem um ar futurista que me agrada muito, ao mesmo tempo que talvez seja uma das áreas de Berlim com mais história. Aqui, não sei por que, me sinto à vontade. Talvez seja pela mistura de tecnologia e história. Enquanto hoje em dia é a aqui que tem o Sony Center , sede da companhia japonesa na Europa e também sua maior loja de varejo por aqui. Tem uma praça coberta toda em metal com uma fonte dançante e um chão de vidro que permite ver o corredor do cinema abaixo, além de uma diversidade de barzinhos e WiFi de graça (paraíso para um nerd como eu). Como tem vários hotéis (muitos de luxo) é uma área lotada de turistas e tem uma vida à qualquer hora.

Em termos históricos, na década de 20 era uma das esquinas mais movimentadas da Europa. Aqui foi onde surgiu o primeiro semáforo do mundo (manual, diga-se de passagem) que tem uma répicla aqui. Com a 2a Guerra, essa área foi totalmente destruída e para piorar, logo depois virou uma zona desmilitarizada onde corria o infame Muro de Berlim. Quando este se foi, a praça se transformou em enorme canteiro de obras, o maior da Europa. Se todos os caminhões com o material de construção fossem perfilados, seria uma fila de de mais de 14 mil quilômetros.

Depois dessa linda aula de história, vem a minha dica. Aqui é um dos raríssimos cinemas que passa o filme em som original. Na Alemanha, assim como em vários países da Europa, todos os filmes são dublados. Aqui sequer legenda em alemão tem. Além do CineStar (esse cinema com o som original), aqui também se encontra o único cinema Imax 3D de Berlim, onde eu assisti o maravilhoso filme do U2 3D.

Uma outra dica boa é usar as passagens subterrâneas para as estações. No verão nem tanto mas no inverno pode ser a salvação da lavoura para proteger do frio, sem contar que é uma maneira bem rápida de se chegar ao shopping Arkaden, que não é grande nem tem nada de muito incrível mas tem uma sorveteria ótima e além disso a grande maioria das lojas aceitam cartão de crédito, o que é raríssimo aqui em Berlim.

Em breve várias fotos do Sony Center e Potsdamer Platz e um post sobre 1 semana com o Yoda (meu iPhone).

post Category: Notícias post Comments (1) postJuly 19, 2008

Parte 2 – A Formatura

Já borocoxô, dentro do trem à caminho da formatura da Ina, fiquei pensando no que faria.

A faculdade de cinema da Ina é em Potsdam, pertinho de Berlim mas já outra cidade. Ela estudou na HFF de onde tem saído os grandes cineastas alemães e literalmente ao lado os estúdios de Babelsberg, onde vários filmes de Hollywood estão sendo filmados (o último foi Speed Racer). Vale dizer que a turma de formandos, da universidade inteira, eram de 30 pessoas. A universidade é exclusivamente de cinema e tem um big prédio com o que há de mais modernos em tecnologia, algo realmente impressionante mas em termos de formatura, vou te dizer, que coisa chinfrim.

Para começar, a Ina estava paranóica que eu iria de terno. Falou trocentas vezes que se eu fosse de terno ela não falaria comigo e etc. Fui de calça jeans, camisa social e um blaser e só. Depois entendi o porquê; essa galera de cinema é tudo artista e alemão então, liga menos ainda para roupa. Das 50 pessoas (no máximo) que estavam lá, apenas eu, mais um cara e o presidente da universidade estavam de paletó. Se você acha que os formandos estavam de beca, nada disso. Nada de muito convidados, um super buffet ou coisa assim. Algo altamente simples. O presidente fez um breve discurso (15 minutos), teve uma aluna fazendo um skit de comédia e outra cantando, ele chamou os 15 nomes dos principais alunos e depois chamou todos ao mesmo tempo. Pronto. Acabou.

Depois foi servido um buffet super “chique”: salsicha e salada de batata e para beber cerveja ou água. Vale dizer que era pago! Cada um devia pagar o seu, 2 euros. Que caído.

De interessante mesmo é a universidade em si. Desde 1960 ela existe e tem uma arquitetura toda modernosa com grandes vãos livres e toda de vidro e metal. Vale dizer que Potsdam era da Alemanha Oriental então é bem… “liberal” ter uma faculdade de cinema naquele regime.  Estou colocando umas fotos no meu flickr.

Legal em termos de pessoa foi conhecer alguns amigos da Ina. Florência é uma mexicana que mora aqui há 8 anos e dirigiu um dos filmes que a Ina produziu. Além dela conheci Ana, uma espanhola que também estava se formando e um cara que esqueci o nome. Esse cara é um alemão que morou 8 meses (isso mesmo, 8!) em vários países da América do Sul para melhorar o espanhol dele. Só falei com eles pois eles eram os únicos que me deram atenção e falavam espanhol. O resto não faz força para ser social, muito pelo contrário, ficam bem na deles.

De lá partimos para Potsdamer Platz para assistirmos U2 3D.

post Category: Notícias post Comments (0) postJuly 15, 2008

Hoje tinha tudo para ser um grande dia. O lançamento mundial do iPhone.

Para situar a galera que não conhece muito bem esse meu lado über-nerd; eu sou fissurado em tecnologia, principalmente as móveis. Sempre fui de ter o celular que fosse o mais modernoso disponível. Tenho usado o HTC TyTN II e isso já com o 1o modelo do iPhone sucesso. Resisti minha paixão applemaníaca pois queria um teclado, 3G e o meu também tinha GPS. Esse foi o momento chave do meu lado nerd-consumista; resolvi fazer uma lista desejos. Eu não compro mais algo que lança, eu escrevo o objeto que eu gostaria e daí espero ELE ser lançado.

E não é que o iPhone 3G era praticamente o que eu esperava? De uma lista de 6 ítens que gostaria quase todos estavam presentes (menos a câmera para vídeo conferência e o bluetooth estéreo). Fiquei babando e contando os dias. Tanto que na primeira 2a feira que estava aqui em Berlim, dia 30, já corri na loja para reservar o meu de 16Gb.

Bem, esses detalhes técnicos eu deixo para o Gui Leite e para Bia, vamos ao que interessa; por as mãos neste desejado gadget.

Como um bom nerd, bateu o desespero no dia anterior. E se não chegar mesmo hoje? E se não me ligarem? Ou pior, e se me ligarem e eu não entender nada? E se acabar antes d’eu chegar lá? Com isso, enchi o saco da Ina ligar para a T-Mobile para confirmar se a venda seria mesmo na 6a. Perguntei onde seria a loja que teria um estoque garantido e isso a mulher não respondeu. Eu tinha receio de que com o lançamento simultâneo em 21 países, não tivesse iPhone para todo mundo. Eu estava certo.

Saí de casa 9:00 pois a loja abria neste horário. Chegando lá pontualmente 9:25. A loja continuava sem decoração nenhuma, só uma atendente com uma camiseta Polo escrita iPhone 3G. Logo que entro na loja me deparo com um cara comprando o aparelho e meio que dei uma relaxada: “Ufa, chegou!! Vou poder ter o meu hoje mesmo”. Na hora que cheguei no balcão, tive a bela noticia que os iPhones tinham acabado. E isso porque eu tinha nome na lista, Fiquei tão chocado que nem perguntei nada. Só pensava onde teria outra loja da T-Mobile para eu ir à caça do raio do telefone.

Corri para o metro e comprei logo o meu passe para o dia todo pois senti que bateria muita perna pela cidade. Fui até a estação central de trens e lá a mulher me informou que não tinha iPhone e que só chegaria em daqui 3 semanas (!!!). Não me dando por vencido, decidi bater perna mesmo; saí da estação e resolvi que passaria por todas áreas centrais de Berlim. Alguma teria que ter o raio do telefone.

3a parada – Loja que fica exatamente ao lado do Portão de Bandemburgo. O rapaz falando um ótimo inglês me atendeu e falou que só tinha telefone para os clientes reservados. Resignado, comprei créditos para o meu pré-pago e puxei papo com ele, perguntando se eu poderia ficar na loja até ela fechar pois assim caso alguém desistisse, eu poderia comprar. Gentilmente ele anotou o meu nome e telefone e parti para a próxima loja.

4a parada – Unter Den Linden com Friedrischstraße. Vi uma muvuca na loja e corri; eles estavam vendendo ali! Beleza! Garanti o meu! Tinham umas 6 pessoas na minha frente. Pacientemente fiquei esperando na fila e reparei que logo a minha frente tinham 2 brasileiros. Fiquei na minha, não falei nada. Eles não tinham perfil de early adopters mas fiquei na minha. Não deu outra; os caras nem sabiam que era de contrato! Queriam comprar 2, sem passaporte e sequer sem ter uma conta alemã. Beleza, sobrou mais 2 telefones para mim.

Chegou a minha vez, fui atendido por um teuto-turco falando um inglês quebrado. Peço para ele pegar por favor o meu iPhone preto de 16Gb. Ele vai ao estoque e volta com um de 8Gb e diz que esse é o último da loja inteira. INACREDITÁVEL! O iPhone acabou na minha vez! Vale dizer que eu fiquei 2 horas na fila! E o dilema? Compro ou não compro? Outra remessa só para daqui 1 semana. O que fazer? Se comprar, não poderei trocar de aparelho por 6 meses. Fiquei tentado mas a minha promessa para mim mesmo era mais forte; eu quero um de 16, esperei por isso, vou esperar mais um pouco.

Ainda tinha uma esperança; tinha uma T-Punkt (loja da T-Mobile aqui) perto de casa e fui lá. Nada.. Talvez só amanhã.

Desolado, cansado e sem qualquer fome, fui para casa. Já eram 3 da tarde e ainda tinha que ir para a entrega de diploma da Ina, em Potsdam (fica 1 hora de trem de Berlim) às 6:30.

Na hora que boto os pés em casa, toca o meu celular. Era o cara da loja do portão de Brandemburgo!! Ele tinha um de 16Gb esperando por mim lá! Quase chorei de emoção. Tomei um banho rápido, me arrumei para a entrega do diploma (a loja era no caminho do trem) e fui alegre e contente para a loja com toda a papelada necessária.

Chego na loja e o mesmo atendente vem. Preenchemos a ficha, escolho o meu plano de 49 euros mensais (100 minutos com 40 SMSes, dados e WiFi ilimitados) e pagaria o telefone no meu cartão de crédito (145 euros). Acontece que a central da T-Mobile não autorizava a venda. Ligando para lá, o rapaz constatou que eles estavam com o sistema congestionado e tinham 1723 contratos na minha frente.

Esperei mais 1 hora na loja e quando o horário começou a apertar, tive que sair (sem o meu iPhone) para a formatura da Ina. No trem, à caminho, o cara da loja me liga e me informa que a minha documentação não foi aceita porque o meu visto de turista (??) não me dá garantia de que vou ficar no país por 1 ano. Oras, o meu visto é de estudante e não de turista!! Fiquei de voltar no dia seguinte na loja com a Ina (falando alemão deve ser mais fácil, espero).


post Category: Notícias post Comments (0) postJuly 13, 2008

Mantendo a minha tradição de ir todos os dias à Academia, saí de manhã (desta vez acordei às 9!) para a academia, mesmo neste tempo chuvoso.

Desde que cheguei aqui poucos foram os dias realmente de sol aberto. Durante a Copa do Mundo em 2006, só choveu um dia quando estava em Frankfurt, de resto, só um belo sol de rachar. Desta vez, o contrário, todos os dias nublados, alguns chovendo muito, com a temperatura entre 17-20 graus.Como comentei, aqui na Alemanha se recicla garrafa PET e de vidro no supermercado. Eles têm uns aparelhos que você vai colocando as garrafas e ele vai computando quanto de reembolso você vai receber, variando com o tamanho da garrafa e tipo do material (uma Sprite de 1,5 litros se ganha 25 centavos de euros, uma garrafa de cerveja de vidro, 5 centavos). Com isso virei um verdadeiro mendigo recolhendo todas as garrafas da casa e ainda se achar uma na rua limpinha, tô pegando.

Sendo assim, saí de casa carregando 30 garrafas para pegar o ticket de reembolso à caminho da academia, pois assim na volta eu poderia fazer as compras. Adivinhem, a máquina estava quebrada!! Tive que andar até a minha academia (2,5 kms ) carregando as malditas que na verdade se transformou em muito mais pois o meu GPS ficou louco, me guiando para caminhos totalmente fora de sentido. Tive que entrar no GoogleMaps para confirmar direitinho onde estava, isso já tendo andado um bom 1 km a mais.

No meio do caminho eu encontrei outro supermercado, chamado Lidl e resolvi descarregar as garrafas ali mesmo. Como eu estava em um dia de azar, metade das garrafas a maldita máquina não aceitava. Não teve jeito; fui para a academia com as garrafas. Alienei. Como não conheço ninguém mesmo aqui, que se dane.

Deixei a tranqueira toda no armário e fui malhar. Para desestressar, comecei com uma corrida de 1 hora para depois puxar ferro nas máquinas.

Algo da academia que reparei; ela é morta! Não tem qualquer som! Nenhuma musiquinha. Não tem burburinho nem nada. Ninguém conversa, tem poucos professores, nada social rola. Para mim é indiferente pois estou de iPod mesmo, então nem ligo. O que me incomodou foi quando passei para as máquinas. Os alemães todos levam uma toalha para malhar e ficam a usando como forro dos assentos. Eles não têm o hábito de limpar as máquinas. Agora imaginem eu, pingando de suor, sentando em uma das máquinas sem a toalha? As poucas pessoas que estavam às 3 da tarde na academia ficaram olhando para mim assustadas. Eu tenho o hábito de sempre limpar as máquinas então fui levando como se nada tivesse acontecido.

Aproveitei que a academia tem internet gratuita e chequei com a Ina qual o super mais perto dali para deixar as garrafas que sobraram. A Ina me lembrou que Kaufland era do lando, um hipermercado muito bom que tínhamos ido o ano passado. Logicamente lá aceitaram as garrafas e aproveitei para comprar umas coisinhas. Como estava cansado e carregando compras, peguei um trem de volta para casa.

Depois de 11 dias narrando dia-a-dia o que tenho feito, resolvi dar uma mudancinha de estilo. Em vez de narrar as aventuras diárias, resolvi agregar em um post eventos em si em vez de “acordei, tomei café e etc”. Acho que assim o blog vai ficar mais interessante para todos pois antes, era tão detalhado que acho que nem a minha mãe tem tido saco de ler e cada vez mais estou tendo menos saco para escrever pequenos detalhes. A não ser que o dia tenha algo de especial (como 5a que passou agora), não vou mais escrever um relato diário.

O objetivo também deste blog não é só falar do que acontece comigo mas sim mostrar um pouco como é o estilo de vida aqui em Berlim, uma cidade única em diversos aspectos.


post Category: Notícias post Comments (0) postJuly 9, 2008

Dia cheio hoje mesmo só tendo 1 coisa marcada. Eu já tinha ingresso (3a é o dia mais barato para o cinema) para assistir Hancock mas enchi o meu dia de coisas.

Aqui todos os filmes são dublados em alemão e até onde eu saiba, apenas o cinema Cine Star no Sony Center passa o filme com o som original, sem sequer ter legenda em alemão. Talvez por isso eu adoro o Sony Center; que na verdade é um prédio com uma praça no meio, super estilizado e a matriz européia da gigante japonesa. Ali é uma ótima atmosfera, cheia de restaurantes, turistas, uma big loja da Sony, cinemas (incluindo um Imax 3D) e WiFi de graça.

Como o filme era só às 2:30, resolvi dar umas passada na escola de idiomas para ver se está tudo ok e também para conseguir a carteirinha de studante pois assim eu pago uma passagem de trem bem mais barata.

Tem uma linha de metrô que sai daqui de Warschauer Straße até Nollendorfplatz onde fica o meu curso. Logicamente, para a minha sorte. a linha de trem estava em manutenção. Com isso, depois de 4 estações o trem parou e todos tiveram que descer. Como não falo alemão fluente (ainda!) eu segui o fluxo e fui parar em um ônibus que reparei parava em todas as estações que estavam fechadas. Acontece que ele não chegou na estação que eu queria.  Por sorte, como eu ando sempre com GPS, achar a estação não era problema mas o tempo que preocupava e não só o do relógio; fechou tudo e, logicamente caiu um toró me deixando encharcado.

Como não tinha hora marcada lá, não teve problema com o meu atraso. Para poder ter a minha carteirinha, terei que fazer o teste de nivelamento, que já marquei para amanhã mesmo.

Dali fui para o shopping Arkaden, pertinho do Sony Center ver o preço de uma impressora multi-tarefa para digitalizar e tirar cópias. Achei uma boa por 140 euros mas como não estou com pressa, vou pesquisar mais.

Comi rapidinho um sanduiche de presunto e fui para o cinema. De lá, corri para a academia (peguei mais chuva no caminho) e em 1 hora tinha feito a minha série. Ainda tive que correr para casa pois a Ina não tem a chave e ainda emendei com mais 2 horas de volley de praia. Cheguei em casa morto e tomei uma sopa de ervilha.

post Category: Notícias post Comments (0) postJuly 7, 2008

ElixiaEstava até ansioso. Hoje foi o dia da minha avaliação física e quando eu começo a minha vida de rato de academia. Eu tinha uma entrevista (mais uma) marcada com Júlia, que segundo o atendente, era uma parecida com uma sueca de cabelo tão loiro que tinha. Realmente, A Julia tinha cabelo branquinho, mas também tinha uma cara de brava que vou te dizer.

A avaliação é de altíssimo nível, tudo feito com equipamento Polar. Estou bem em tudo, menos flexibilidade (que mandei muito mal) e capacidade pulmonar (que poderia ser um pouquinho melhor). A filosofia da Elixia é o bem-estar e eles fazem um cálculo da sua idade “do seu corpo” ou seja, como ele está em comparação com o que ele deveria estar. O meu tem 36 anos. Quase tive um piripaque.

Ela montou uma série para definição, nada de ganhar músculos. Logicamente pedi algo para melhorar a flexibilidade e também proteger a coluna (tenho tido dores ultimamente por causa da cadeira horrível que estou usando aqui). Ela se concentrou nos membros superiores pois estarei correndo 3 vezes por semana.

Isso tudo foi impresso e colocado em um fichário que ganhei de presente onde vem dicas de dietas e etc (mais um presente!). Tem até animaçãozinha no computador de como devo fazer o exercício.

Os equipamentos são praticamente os mesmos que eu usava na ABodytech de Ipanema, com um ou outro que nunca vi. Aqui vão algumas coisas diferentes entre as academias:

- A academia aqui é ENORME! Ocupa um quarteirão inteiro

- O vestiário é um espetáculo. Todos têm direito a usar um armário que tem a fechadura por contato. Vc usa o seu cartão de associado para abrir e travar. No vestiário tem secador de cabelos (lembre-se, no inverno fica abaixo de zero. Imagine sair com cabelo molhado?) e perfume. Só fiquei meio bolado com os chuveiros; são coletivos. Tenho que ver como vai ser usar isso.

- Dentro da academia é quente! Eles não usam ar condicionado! Já vi que vou suar em bicas.

- Falando em suar, aqui não tem faxineiro na academia, aquele carinha que regularmente passa de máquina em máquina limpando. Os alemães colocam uma toalha (a mesma de banho) nas máquinas quando vão utilizá-las. Nada de usar suado e depois passar o álcool.

- A água do bebedouro (só vi 1 na academia até agora) é temperatura ambiente.

- As esteiras não tem TV, como tinha na Proforma e na ABodyTech. Na verdade, pelo visto ,aqui não é hábito assistir TV enquanto se faz exercício pois não vi em lugar algum da academia.

- Tem WiFi de graça para todos usarem

- A mensalidade inclue TODOS as aulas, inclusive aulas de running pela rua e volley de praia.

- Tem uma piscina de 25 metros que está reformando que posso nadar (sem pagar nada extra) a partir de agosto.

- Tem dezenas de aulas disponíveis, desde 3 tipos diferentes de yoga até aulas esporádicas de capoeira!

Estou muito satisfeito com academia.

Hoje na minha ida ao supermercado eu peguei o encarte da semana e reparei que eles têm já cortes de carnes devidamente temperadas, prontas para assar. Acho que vou comprar uma para testar e ver como será. De comida, hoje preparei umas batatas com couve-flor gratinadas no molho branco com alecrim e queijo parmesão. Comi uma maçã de sobremesa e um belo pedaço de chocolate areado Milka. Não adianta, não consigo largar esse vício.

Abacaxi lá de PindaDia lento. Acordei o mais tarde que pude, lá pelas 2 da tarde. Foi bom pois aí já junta café-da-manhã com almoço e como domingo a Ina e a Steffi estão em casa, elas cozinharam algo muito gostoso; um bife de novilho com alecrim e uma fatia de presunto cru em cima, com batatas cozidas e couve-flor. Foi bom para saciar a fome. Logo que terminamos de comer, recebi uma ligação do Christoph, namorado da irmã da Steffi me convidando para jogar futebol.

Eu trouxe para Berlim chuteira para tudo quanto é tipo de terreno; de travas, salão, para grama artificial. Já tinha comprado aqui um meião do Brasil e etc. E olha que nem jogo lá essas coisas. ;) O campo que jogamos é incrível! Grama sintética mas não daquelas que queimam e sim uma incrível. Detalhe, de graça! Parece que essas quadras (tamanho oficial!!) pertence a um clube local e que aos fins-de-semana fica liberado para a o público usar.

Jogamos (eu, Christoph e uns amigos dele) contra um pessoal que já estava por lá. O problema que há muito tempo não jogava em um campo tão grande, e olha que só jogamos na metade dele. Para piorar, o time adversário era bem mais jovem e corria muito. Quase botei os meus bofes para fora. Como se isso não bastasse, a chuteira que eu estava usando estava folgada e um cara do outro time deu um big pisão no meu dedão que ficou doendo o jogo inteiro. Claro que não falei nada para ninguém e continuei a jogar, cheguei até a fazer 1 gol, para manter a tradição de brasileiro, né? :)

Foi um bom exercício. Depois voltei para casa e esperei as meninas chegarem para jantarmos. Comemos umas bruschettas (pãozinho torrado com molho de tomate, atum, queijo ralado e azeite) e tomamos uma capirinha de abacaxi. O especial é que o abacaxi era da minha fazenda! Elas ficaram empolgadíssimas com a idéia de saber a origem da fruta. Como não tinha cachaça para todo mundo, tomei a minha com sake e confesso que ficou muito boa.